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11/02/2010 - 09h23

Sindicalistas chilenos desaprovam futuro gabinete ministerial de Piñera

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 11 FEV (ANSA) - Sindicalistas chilenos demonstraram "preocupação" com a equipe do novo gabinete ministerial do país, apresentado na última terça-feira pelo presidente eleito Sebastián Piñera.

O setor destacou que grande parte dos indicados é do ramo empresarial, ao qual pertence o futuro mandatário, o que "demonstra que o governo estará mais focado na economia que na temática social", de acordo com o presidente da Central Única de Trabalhadores (CUT) chilena, Arturo Martínez.

Para o titular da Associação Nacional de Empregados Fiscais (Anef), Raul de la Puente Peña, os ministros de Piñera "irão necessitar de uma forte indução, já que são pessoas com muitos doutorados, mas que não conhecem bem a nossa administração pública".

Piñera, que assumirá o Executivo chileno em 11 de março, indicou o ex-deputado José Antonio Galilea para o Ministério da Agricultura, o ex-executivo-chefe da Cencosud Laurence Golborne para a pasta da Mineração e o empresário Alfredo Moreno Charme para as Relações Exteriores.

A equipe ainda conta com Felipe Larraín, doutor em Economia pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, à frente do Ministério da Fazenda, e Jaime Ravinet na pasta da Defesa.

Ao todo, o gabinete chileno possui 22 ministros, sendo que Piñera indicou 13 independentes, quatro membros da legenda Renovação Nacional (RN) e quatro da União Democrata Independente (UDI) para ocupar os postos. Uma vaga foi deixada para um integrante da oposição.

O setor empresarial, por sua parte, aplaudiu as nomeações, demonstrando "confiança" em uma equipe "pouquíssimo política", ao mesmo tempo em que o designado para a Secretaria Geral da Presidência, Cristián Larroulet, descartou que o gabinete de Piñera seja de "gerentes".

"O gabinete, em 100%, tem um profundo sentido de serviço público. O novo ministério não é de gerente, como estão dizendo já que há uma grande porcentagem de ministros que são da classe média", explicou Larroulet.

Andrés Concha, presidente da Sociedade de Fomento Fabril (Sofofa), disse que "sem dúvida se trata de uma equipe muito profissional, com uma mistura de experiência, juventude e espírito de serviço".

Já Luis Mayol, presidente da Sociedade Nacional da Agricultura (SNA), pontuou que "José Antonio Galilea vai contar com todo o nosso apoio, porque acreditamos que ele tem experiência suficiente para exercer seu cargo".

O presidente da Câmara Nacional do Comércio chilena, Carlos Jorqueira, comentou, por sua vez, que "o maior desafio será elevar os níveis de desenvolvimento do país e criar um Estado mais competitivo, que aumente a eficiência, além de seguir com a proteção social".

De acordo com o presidente da Câmara Chilena de Construção, Carlos Urenda, "o gabinete está composto por profissionais destacados, de primeira linha, que têm habilidades e, esperamos, que tenham a força para enfrentar os desafios".

A mesma confiança foi expressa pelo líder da Associação de Concessionários de Obras de Infra-estrutura Pública, Herman Chadwick, o qual pontuou que "é um gabinete pouquíssimo político, que vai poder resolver os problemas do país".

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