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12/02/2010 - 12h21

Futuro chanceler do Chile diz que Piñera 'logo' falará sobre reeleição de Insulza

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 12 FEV (ANSA) - O futuro chanceler do Chile, Alfredo Moreno, disse que o presidente eleito, Sebastián Piñera, divulgará "logo, de forma relativamente rápida" sua decisão quanto a um eventual apoio do novo governo à reeleição de José Miguel Insulza na secretaria-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Moreno falou à imprensa depois de participar de uma reunião de mais de três horas nesta quinta-feira com o atual ministro das Relações Exteriores do país sul-americano, Mariano Fernández. Hoje, ele manterá um colóquio com o chanceler brasileiro, Celso Amorim, em visita a Santiago.

O funcionário designado afirmou desconhecer o protesto enviado pela Chancelaria ao jornal norte-americano Washington Post, que publicou um editorial nesta quarta-feira condenando a reeleição de Insulza e dizendo que, durante seu mandato, a OEA "fracassou" no objetivo de "consolidar e promover a democracia representativa" na América.

O senador pela direitista União Democrata Independente (UDI) Hernán Larraín comentou que "não é papel do nosso chanceler sair defender um secretário-geral da OEA pelo fato de ser chileno". "Acredito que isto deveria ser uma atuação da organização", acrescentou.

Nos últimos dias, o governo do país sul-americano se pronunciou favoravelmente a Insulza em diversas ocasiões. A presidente Michelle Bachelet chegou a pedir a seu sucessor que ratifique a posição de apoiar a reeleição do secretário-geral, mas Piñera não falou sobre o assunto até agora.

Durante o encontro de ontem entre o atual chanceler e o próximo titular da pasta, ambos trocaram informações sobre temas como as relações com os demais países da região, especificamente Peru e Bolívia, além de "todas as cúpulas e reuniões internacionais que virão".

Moreno, porém, evitou comentar as disputas entre seu país e o Peru, que solicita junto à Corte Internacional de Justiça, em Haia, a revisão dos limites marítimos bilaterais. "Esta é uma tarefa que venho analisando e corresponde ao governo que sai, embora o presidente eleito tenha sido informado", apontou.

Ele agradeceu publicamente a Fernández pela gentileza neste primeiro encontro. "Esperamos que tudo continue assim daqui para frente", declarou, adiantando que marcará mais entrevistas entre a equipe de trabalho atual e a que assumirá o ministério a partir de 11 de março, quando o presidente eleito tomará posse.

O futuro responsável pelas Relações Exteriores do Chile também assegurou que seguirá as instruções dadas pelo próximo mandatário a seu futuro gabinete quanto a desligar-se de seus negócios privados antes de 28 de fevereiro.

De acordo com Moreno, as críticas divulgadas nos últimos dias quanto a sua suposta falta de experiência são "temas menores" -- o ministro nomeado é engenheiro por formação e fez carreira no setor empresarial, nunca tendo trabalhado na área diplomática.

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