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12/02/2010 - 19h55

População de Ciudad Juárez critica visita de presidente mexicano

ANSA
CIDADE DO MÉXICO, 12 FEV (ANSA) - Moradores do município mexicano de Ciudad Juárez, na fronteira com os Estados Unidos, mostraram-se insatisfeitos com os resultados da visita realizada pelo presidente Felipe Calderón ao local ontem.

O mandatário se reuniu com o governador do estado de Chihuahua [onde está Ciudad Juárez], José Reyes Baeza, com o prefeito José Reyes Ferris e com cerca de 500 representantes da população local, entre eles os pais de 16 jovens mortos no fim de janeiro quando participavam de uma festa.

Para Luz María Dávila, mãe de um dos adolescentes, Calderón não é "bem-vindo" na região. O presidente foi muito criticado porque, em uma de suas primeiras declarações sobre o caso, insinuou que as vítimas eram "membros de uma gangue".

"Eu não posso lhe dar a mão e dizer que você é bem-vindo, porque para mim não é. Ninguém é, porque aqui estão cometendo muitos roubos e assassinatos, mas ninguém faz nada", afirmou Dávila.

Já a ativista e professora Teresa Almada criticou as medidas propostas pelo presidente para tentar restaurar a segurança na região.

"É mais do mesmo, a reprodução de programas já existentes. Ciudad Juárez morre de tristeza", lamentou.

Calderón anunciou ontem a construção de 40 creches, três escolas e dez hospitais. Além disso, garantiu que enviará mais 2.600 policiais federais à região.

Para o governador de Chihuahua, do opositor Partido Revolucionário Institucional (PRI), "mais do que diferenças políticas e ideológicas, o momento é de trabalhar nas coincidências, e algumas das mais importantes se chamam Ciudad Juárez, Chihuahua e México".

Atualmente, organizações não-governamentais estimam que 25% das residências da cidade (116 mil), considerada uma das mais violentas do mundo, estão vazias. Além disso, cerca de 100 mil pessoas teriam se mudado para os Estados Unidos.

Para Calderón, que desde 2006 promove uma estratégia de caráter militar para combater os cartéis que controlam o tráfico de drogas no México, a ação policial "não é suficiente".

Segundo ele, o problema enfrentado em Ciudad Juárez "requer uma visão integral, de natureza social, que ataque as causas da violência".

Estima-se que, apenas em Ciudad Juárez, mais de 5.000 pessoas tenham sido mortas em crimes relacionados às atividades dos narcotraficantes.

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