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12/02/2010 - 14h12

Vázquez diz que fez 'o máximo' como presidente do Uruguai

ANSA
MONTEVIDÉU, 12 FEV (ANSA) - O presidente uruguaio, Tabaré Vázquez, que encerra seu mandato no dia 1º de março, disse ter feito "o máximo dentro do possível" ao analisar a gestão iniciada em 2005, a primeira de esquerda do país.

Em seu último informe anual enviado ao Congresso do país, a algumas semanas de passar a faixa presidencial ao mandatário eleito, José Mujica -- seu companheiro na aliança esquerdista Frente Ampla --, o atual chefe do Executivo convocou a população a "seguir tornando realidade nossos sonhos".

"Creio ter sido fiel aos valores e princípios que me identificam, assim como às propostas e aos compromissos que assumi ante a sociedade uruguaia", afirmou ele, que deixará o governo com níveis de aprovação popular próximos a 80%.

Vázquez ressalvou que não pode fazer "todo o desejável e necessário", mas mencionou "sucessos", como a recuperação da economia, a melhoria nas condições de vida da população mais carente e as relações internacionais do país.

Por outro lado, o mandatário disse que ainda é preciso "esclarecer as zonas obscuras que, há vinte anos da retomada da institucionalidade democrática, ainda subsistiam em matéria de direitos humanos", fazendo alusão, assim, à Lei de Caducidade uruguaia, que anistiou oficiais acusados por crimes lesa-humanidade cometidos durante a ditadura e que foi referendada durante sua administração.

Em 2009, simultaneamente ao primeiro turno das eleições presidenciais, no dia 25 de outubro, os uruguaios também foram consultados sobre a possível anulação da norma, que foi promulgada em 1986 e ratificada três anos mais tarde. No referendo, pouco mais de 47% disseram apoiar a extinção da medida, mas era necessário ter maioria absoluta para que isto ocorresse.

No informe, o presidente também lembrou a "reorganização" do gasto público, os planos de emergência e equidade, os novos sistemas tributário e de saúde, programas sociais, a reforma do estado e os projetos educativos Ceibal e Cardales.

"Hoje temos um país com história, mas temos direito a um país com futuro. Temos um país de escala humana. Consolidemos-nos como uma nação de desenvolvimento e bem-estar humano", completou.

O relatório enviado por Vázquez ao Congresso uruguaio inclui também um reconhecimento a todos os que integraram sua equipe de governo nos últimos cinco anos, em especial ao vice-presidente Rodolfo Nin Novoa.

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