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18/02/2010 - 09h02

Bolívia critica países da Comunidade Andina por acordos bilaterais com outras nações

ANSA
LA PAZ, 18 FEV (ANSA) - O chanceler da Bolívia, David Choquehuanca, criticou novamente as negociações comerciais mantidas pelos demais membros da Comunidade Andina (CAN) com nações que não fazem parte do grupo, afirmando que isto prejudica seu país.

"Precisamos proteger o mercado andino. A abertura dos mercados da comunidade a terceiros sem que a Bolívia defenda seus interesses pode colocar em risco nossas exportações", declarou o ministro das Relações Exteriores.

As palavras de Choquehuanca são uma resposta à condenação do ex-chanceler Armando Loayza, que mostrou-se contrário à decisão do governo de Evo Morales de mover uma demanda contra Peru, Colômbia e Equador no Tribunal de Justiça da CAN.

A solicitação diz respeito às tratativas mantidas individualmente por estes países em busca de acordos comerciais com a União Europeia, apesar de haver uma norma na comunidade determinando que tais negociações devem ser feitas em bloco.

Choquehuanca rechaçou que a demanda boliviana a seus sócios andinos seja "um retrocesso" em política exterior e fruto de "uma posição ideológica", conforme acusou Loayza. "É uma posição patriótica, que é o que faltou aos governos anteriores", rebateu o chanceler.

"Defender os interesses da Bolívia na Comunidade Andina não é um retrocesso, mas sim um direito soberano reconhecido pelo Acordo de Cartagena [que criou o grupo]. O que é um retrocesso é permitir que mercados da CAN sejam negociados e entregues a outros blocos", afirmou.

O ministro reconheceu que seu país não aproveitou até agora todas as vantagens do comércio local, mas se mostrou otimista quanto a uma mudança desta situação no futuro.

"Nosso plano de governo nos levará a uma industrialização racional, em harmonia com a natureza. Para desenvolvermo-nos plenamente necessitamos dos mercados regionais", acrescentou.

O acordo que deu início à CAN foi assinado em 1969 por Bolívia, Colômbia, Chile, Equador e Peru com o objetivo de promover a integração internacional. Posteriormente o Chile se retirou do grupo, que hoje conta com este país e mais Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai como membros associados.

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