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18/02/2010 - 12h14

Brasileira é citada em caso de corrupção na Itália, mas nega envolvimento

ANSA
BARI, 18 FEV (ANSA) - A investigação da Procuradoria de Florença sobre supostos atos de corrupção nas concessões de licitações, que envolvem o chefe da Defesa Civil da Itália, Guido Bertolaso, ganha agora uma personagem brasileira.

O nome de Monica da Silva Medeiros, de 35 anos, aparece em uma das interceptações telefônicas de Simone Rossetti, que administra o centro de lazer Salaria Sport Village. O local pertence a Diego Anemone, diretor de uma empresa de construção civil preso na última semana.

As denúncias apontam que Anemone oferecia a Bertolaso favores sexuais em troca de sua intervenção na concessão de licitações das milionárias obras de La Maddalena, na Sardenha, que abrigaria a Cúpula do G8 em julho de 2009. O evento acabou sendo realizado em L'Aquila, cidade que foi devastada por um terremoto no mesmo ano.

Na última semana, em uma das gravações apreendidas pela Justiça, Rossetti afirma que "na noite do dia 14 de dezembro de 2008, será levada ao Salaria Sport Village uma mulher brasileira, chamada Monica, que encontrará Bertolaso". Na ocasião, o local estaria fechado ao público.

Para a procuradoria, as interceptações "às vezes alusivas, às vezes muito explicitas e fortemente eloquentes, permitem afirmarmos que Bertolaso, na noite de 14 de dezembro de 2008, usufruiu de um encontro de natureza sexual com uma garota brasileira".

Medeiros, que diz ser esteticista, concedeu hoje uma entrevista ao jornal La Gazzetta del Mezzogiorno, na qual nega que tenha responsabilidade nas acusações feitas contra ela. "É uma coisa absurda", declarou a brasileira, que atualmente passa férias no Rio de Janeiro.

"O que gostaria de saber? Não sei absolutamente nada sobre esta história", repetiu aos jornalistas na entrevista.

A brasileira enfatizou ainda que o Salaria Sport Village contrata apenas pessoas que "trabalham seriamente" e negou que ande em trajes de banho ou que tenha bebido champanhe ou qualquer outra coisa durante as sessões de massagem.

Questionada se pretende retornar à Itália, ela diz que sim. "Eu vivo em Roma, lá é a minha segunda casa. Mas quando eu voltar, procurarei garantir os meus direitos, porque eu tenho uma privacidade, um trabalho e estas coisas que inventaram sobre mim, me prejudicam".

Logo após a divulgação de que estava sendo investigado, Bertolaso colocou o seu cargo à disposição. Contudo, o chefe de Governo do país, Silvio Berlusconi, ratificou sua confiança o rejeitou a demissão.

Bertolaso é reconhecido no país e também no cenário internacional pelo "excelente" trabalho realizado para a reconstrução da região de Abruzzo, que teve grande parte de suas localidades destruída no terremoto de abril do último ano.

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