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18/02/2010 - 17h36

Entidade acusa Executivo mexicano de gastar US$ 100 bi de forma inadequada

ANSA
CIDADE DO MÉXICO, 18 FEV (ANSA) - Um órgão vinculado à Câmara dos Deputados acusou o governo do México de haver usado de maneira inadequada o equivalente a US$ 100 bilhões entre 2000 e 2008.

De acordo com a Auditoria Superior da Federação, tais recursos correspondem a receitas extraordinárias obtidas pelo Estado durante a administração do ex-presidente Vicente Fox (2000-2006) e os dois primeiros anos de mandato de seu sucessor, Felipe Calderón, ambos do Partido Ação Nacional (PAN).

Metade do dinheiro teve como origem as vendas de petróleo, item que viveu um período de valorização nos últimos anos.

Os recursos "foram dilapidados quase em sua totalidade em gastos correntes com a burocracia do partido [PAN], de estados e municípios", diz a investigação do Legislativo, incluída no "Informe de resultados da revisão da Conta Pública 2008".

O documento demonstra que, especialmente no período entre 2003 e 2008, o equivalente a 71,8% destes recursos foi destinado a aumentar orçamentos.

Outros 15,4% foram transferidos para o Fundo de Estabilização das Rendas Petroleiras e 12,8% ficaram com o Fundo Pemex, a estatal petroleira do país.

A investigação indica ainda que 2.921 funcionários públicos do governo de Felipe Calderón e de órgãos autônomos, como a Suprema Corte de Justiça, receberam salários superiores ao do próprio mandatário.

O pagamento destes vencimentos custou aos cofres públicos cerca de US$ 300 milhões.

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