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25/02/2010 - 17h50

Chile: Piñera recorda dissidente e defende transição democrática em Cuba

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 25 FEV (ANSA) - O presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, expressou hoje sua "enérgica condenação" pela morte do dissidente cubano Orlando Zapata Tamayo, ao mesmo tempo em que defendeu a transição à democracia em Cuba.

"Zapata Tamayo entregou sua vida em defesa da democracia e da liberdade em Cuba", afirmou Piñera em uma declaração oficial, lamentando a morte do ativista político, ocorrida na última terça-feira, após permanecer 85 dias em greve de fome.

O empresário direitista reiterou também que sua política externa priorizará o tema dos direitos humanos e das liberdades individuais em Cuba, e pediu o fim "de toda forma de opressão política na ilha".

É importante "restabelecer o Estado de Direito e garantir a proteção dos direitos humanos e das liberdades individuais", afirmou o futuro mandatário do Chile, pedindo que seja iniciado "no menor tempo possível, um processo que permita transitar pacificamente à democracia".

A declaração de Piñera, que assumirá a presidência de seu país em 11 de março, foi divulgada em seu site oficial. Por outro lado, o atual governo, da mandatária Michelle Bachelet, não se pronunciou sobre a morte do cubano, que era contrário ao regime dos irmãos Fidel e Raúl Castro.

Na última semana, o presidente eleito já havia feito críticas a Cuba, que "não é uma democracia e também penso que nesse país não se respeitam os direitos humanos. Por isso, desejo -- como presidente -- fazer tudo para que a Carta [Democrática Interamericana] e a determinação da OEA [Organização dos Estados Americanos], de defender a democracia e os direitos humanos, sejam mais eficazes".

Zapata Tamayo, que integrava o grupo de 75 cubanos anticastristas detidos em 2003, fazia protestava contra as condições do sistema carcerário do país e pedia para ser considerado um "prisioneiro de consciência".

Segundo denunciam sua mãe, Reina Luisa Tamayo, e entidades de direitos humanos, ele era torturado física e psicologicamente pelas autoridades. O dissidente foi sepultado hoje em Banes, a 850 quilômetros de Havana, sob intensa vigilância de agentes de segurança.

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