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26/02/2010 - 20h40

Corte impede Uribe de concorrer ao terceiro mandato, diz jornal

ANSA
BOGOTÁ, 26 FEV (ANSA) - O jornal El Tiempo, um dos mais importantes da Colômbia, informou hoje em seu site que a Corte Constitucional do país vetou, por 7 votos a 2, a realização de um referendo que poderia permitir ao presidente Álvaro Uribe, no poder desde 2002, concorrer ao terceiro mandato.

O diário cita como fonte da informação um membro do tribunal, que durante todo o dia esteve reunido para debater a proposta que convocaria a consulta.

No início do mês, detalhes sobre o parecer do relator do caso, o juiz Humberto Sierra Porto, vazaram e foram divulgados pela imprensa colombiana.

De acordo com o entendimento do magistrado, irregularidades verificadas no trâmite da proposta, que surgiu de um abaixo-assinado e foi levada à votação no Congresso, tornariam impossível a sua aprovação.

Dentre os "vícios" observados, segundo o jornal El Espectador, teriam pesado especialmente para a negativa do tribunal a violação dos limites permitidos para o financiamento de uma campanha favorável ao abaixo-assinado e a aprovação do projeto na Câmara dos Deputados sem contar com a devida certificação das autoridades eleitorais.

Além disso, foram citadas a convocação de sessões extras na Câmara sem que um aviso prévio fosse publicado no Diário Oficial e fora de períodos de recesso e a mudança da pergunta que seria levada à consulta -- originalmente, a proposta seria que Uribe pudesse tentar o terceiro mandato em 2014, e não em 2010 --, o que ocorreu no Senado.

Agora, com Uribe e seu favoritismo fora da disputa, a Colômbia deve ter um dos processos eleitorais mais equilibrados de sua história recente. O primeiro turno está marcado para o dia 30 de maio.

No momento, há sete postulantes ao cargo, e os mais bem cotados são o ex-ministro da Defesa Juan Manuel Santos, bastante próximo do presidente, e o ex-prefeito de Medellín Sergio Fajardo.

Uribe, que já havia se beneficiado de uma mudança constitucional para obter o segundo mandato, em 2006, nunca assumiu publicamente o desejo de ficar no cargo por mais quatro anos, mas em várias ocasiões defendeu a continuidade de sua política de "segurança democrática", empregada no combate ao tráfico de drogas e às guerrilhas.

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