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26/02/2010 - 09h59

Italiano vítima de atentado em Cabul era diplomata, informa chanceler

ANSA
ROMA, 26 FEV (ANSA) - O ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, anunciou que o italiano morto hoje em um atentado no Afeganistão fazia parte do corpo diplomático do país.

"Era um conselheiro diplomático da Presidência do Conselho de Ministros que trabalhava junto à embaixada italiana", explicou o chanceler, em entrevista a uma emissora de televisão.

Pietro Antonio Colazzo está entre as 13 vítimas fatais do ataque suicida cometido hoje em Cabul e reivindicado pelo Talibã. Ao menos outras 30 pessoas ficaram feridas.

De acordo com as autoridades locais, dois homens-bomba detonaram explosivos no centro da capital afegã, em uma região onde há um shopping, hotéis e prédios do governo. A ação foi seguida por um tiroteio.

O chefe de polícia Abdul Rahman explicou que o italiano era "cliente do hotel Park Residence e estava em uma ligação telefônica com a polícia afegã minutos após a explosão. Em seguida, foi morto a tiros".

Fontes afegãs disseram à ANSA que a vítima fazia parte da Agência de Informações e Segurança Externa (Aise), serviço secreto italiano.

O ministro da Defesa da Itália, Ignazio La Russa, exprimiu seu "profundo pesar aos familiares de Pietro Antonio Colazzo, homem que, com coragem e dedicação, trabalhava em uma terra perigosa para melhorar as condições de vida do povo afegão".

Declaração parecida foi feita pelo presidente da Comissão de Defesa da Câmara dos Deputados, Edmondo Cirielli. "Exprimo profundo pesar, pessoal e em nome da Comissão de Defesa, pela morte do italiano dos serviços secretos assassinado em Cabul", disse.

"É importante que o Parlamento e todo o mundo se aproxime da Aise e de seus homens, empenhados em uma função delicada e em uma difícil operação no Afeganistão, colocando diariamente a vida em risco pela nossa nação", destacou.

A Itália é uma das nações que integram a Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf, na sigla em inglês). Na última quinta-feira, Frattini anunciou que, a partir de 2011, as tropas de seu país começarão a deixar o Afeganistão de forma "gradual".

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