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26/02/2010 - 19h15

Lula defende viagem ao Irã e diz que não deve satisfações a ninguém

ANSA
SAN SALVADOR, 26 FEV (ANSA) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje a visita que pretende fazer ao Irã em maio, alegando que passará também por vários outros países, entre eles Israel e Jordânia.

Ele disse que não deve satisfações a ninguém por causa das viagens que faz a não ser ao povo brasileiro. "Estou indo para o Irã como vou a qualquer país do mundo, e os Estados Unidos nunca me pediram para visitar algum lugar", afirmou, em entrevista coletiva concedida em El Salvador.

"Eles não têm de prestar contas a mim. Eles visitam quem eles querem e eu visito quem eu quero, dentro do direito soberano de cada país. Vou visitar o Irã e não terei de prestar contas a ninguém a não ser ao povo brasileiro, que vai querer saber o resultado disso tudo", prosseguiu.

Os Estados Unidos veem com certa apreensão a recente aproximação entre Brasil e Irã, país acusado por parte da comunidade internacional de estar desenvolvendo um programa nuclear com fins bélicos. O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, veio ao Brasil em novembro de 2009.

Na próxima quarta-feira, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, também visitará o país, e um dos temas que deve tratar com o presidente Lula e com o chanceler Celso Amorim é justamente os vínculos com o Irã.

Hoje, o subsecretário de Estado norte-americano para o Hemisfério Ocidental, Arturo Valenzuela, disse em Washington que Hillary pedirá ao Brasil que pressione o Irã a "cumprir com suas obrigações" quanto a temas nucleares.

"A comunidade internacional está preocupada com o que o Irã está fazendo, e vamos alertar os brasileiros para que chamem fortemente a atenção" sobre o assunto, indicou Valenzuela.

Lula reiterou que o Irã é um país de 80 milhões de habitantes e que tem uma base industrial importante, para o qual o Brasil exporta US$ 1 bilhão por ano.

Sobre a suspeita de que Teerã estaria enriquecendo urânio para fabricar armas, o presidente disse que, se isso ficar confirmado, o país estaria rompendo com o tratado da ONU, com o que "não poderia concordar".

Lula concedeu a entrevista ao lado de seu anfitrião, o presidente Mauricio Funes. Os dois assinaram convênios bilaterais e trocaram condecorações.

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