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26/02/2010 - 12h05

Ministro colombiano reitera postura crítica sobre a Venezuela

ANSA
BOGOTÁ, 26 FEV (ANSA) - O ministro da Defesa da Colômbia, Gabriel Silva, admitiu hoje que as declarações que fez contra a Venezuela -- que foram repreendidas pelo presidente do país, Álvaro Uribe -- foram "inconvenientes", mas defendeu que são "corretas".

"Pode ser que as minhas declarações foram inconvenientes, mas são corretas", afirmou o funcionário do governo, reiterando, assim, o que havia dito anteriormente sobre a possibilidade de que as armas entregues aos membros da Milícia Popular Bolivariana fossem repassadas aos grupos guerrilheiros e narcotraficantes colombianos.

A Milícia Popular Bolivariana foi criada em outubro do ano passado, por meio de uma lei que incorpora os grupos às Forças Armadas da Venezuela.

No início da semana, Uribe proibiu que seu gabinete fizesse este tipo de comentário, logo após ele próprio ter discutido com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, durante reuniões da XXI Cúpula do Grupo do Rio e da II Cúpula da América Latina e do Caribe (Calc), que foram realizadas no México.

"Vejo-me obrigado a pedir aos companheiros de governo, neste caso ao apreciado ministro da Defesa, Gabriel Silva, que não faça declarações sobre a Venezuela, menos ainda sem consultas", afirmou o mandatário.

Farc Em entrevista ao jornal El Espectador, o ministro da Defesa também alertou que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) planejam sequestrar dirigentes políticos como forma de pressionar o governo em negociar resgates e aumentar o poder da guerrilha, que vem diminuindo nos últimos anos.

Silva disse que este propósito tornou-se evidente com o sequestro e assassinato do governador de Caquetá, Luis Francisco Cuéllar, no dia 21 de dezembro do ano passado.

Contudo, segundo ele, não é preciso alarme, porque "milhares" de militares e policiais garantem a segurança dos dirigentes políticos, e as Farc não vão conseguir recuperar sua força militar e muito menos a influência em outros movimentos armados.

"No passado, eles estrangulavam o país e manejavam uma economia de mais de US$ 3 bilhões ao ano, e hoje isso não chega a US$ 700 milhões", apontou o ministro, reiterando que as políticas do governo de Uribe são efetivas.

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