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27/02/2010 - 08h46

Terremoto no Chile deixa pelo menos 64 vítimas fatais

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 27 FEV (ANSA) - Pelo menos 64 pessoas morreram em decorrência do terremoto de 8,8 graus na escala Richter que atingiu o Chile na madrugada de hoje próximo a Concepción, segunda maior cidade do país, informou o ministro do Interior, Edmundo Peréz Yoma.

Após o sismo, a presidente Michelle Bachelet declarou estado de emergência na nação sul-americana. O aeroporto de Santiago foi fechado e os voos previstos, cancelados, conforme relataram fontes brasileiras e peruanas.

De acordo com o Instituto Geológico Norte-Americano, o tremor foi registrado 90 quilômetros a nordeste de Concepción, a uma profundidade de 55 quilômetros, às 3h34 locais, mesmo horário de Brasília.

A instituição divulgou um alerta de tsunami para todo a região do Pacífico. A Marinha chilena, porém, descartou a hipótese. No entanto, fontes afirmaram que uma onda gigante se abateu sobre a ilha de Juan Fernandez, nas proximidades de Valparaiso.

Na cidade litorânea de Algarrobo o mar se retirou, causando pânico nos turistas, que fugiram da costa. As regiões de Bío Bío e Talca, no sul do Chile, foram as mais atingidas e ficaram isoladas.

Em Santiago, o terremoto causou falta de luz, falhas na comunicação em diversos pontos e desmoronamentos. Segundo Yoma, sérios danos foram provocados nos centros históricos da capital e de Concépcion.

Falando à população, Bachelet pediu que fosse suspenso o contra-êxodo previsto para este fim de semana, o último do verão chileno antes do início das aulas em todo o país. Em entrevista à CNN em espanhol, a presidente fez um apelo para que as pessoas desistissem de vaijar.

Isso não impediu que as estradas de Santiago fossem tomadas pelo trânsito, segundo informou um morador local ao site da BBC. Ele também comentou que "todos estão nas ruas, pelo medo de novos tremores".

Em uma cadeia de Talca os presos se amotinaram logo após o tremor, em pânico e pedindo para serem removidos do prédio.

A Comissão Europeia divulgou um comunicado no qual se mostra "pronta a fornecer assistência imediata e a coordenar os esforços europeus se necessário". A representante para Cooperação internacional, ajuda humanitária e resposta a situações de crise, Kristalina Georgieva, afirmou que assim que soube do terremoto ativou a unidade de crise do centro de monitoramento e informação da Comissão e mobilizou os especialistas da UE.

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