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27/02/2010 - 11h27

Terremoto no Chile é sentido em províncias do interior da Argentina

ANSA
BUENOS AIRES, 27 FEV (ANSA) - O terremoto de 8,8 graus na escalar Richter registrado na madrugada de hoje no Chile também foi percebido intensamente em várias áreas do oeste da Argentina, onde pessoas ficaram feridas e houve danos materiais.

As províncias mais atingidas estão localizadas na região de Cuyo, sobre a Cordilheira dos Andes. De acordo com porta-vozes da Defesa Civil, em Mendoza o abalo sísmico das 3h34 "foi sentido com muita força" e durou vários segundos. Depois de dez minutos houve uma réplica significativa e outra de menor intensidade às 4h30.

O diretor da Defesa Civil, Rafael Garay, afirmou que "não houve relatos de danos importantes" e que algumas discotecas foram evacuadas por precaução. Também comunicou que houve deslizamento de pedras em algumas estradas e que o túnel Cristo Redentor, que une os dois países fronteiriços, ficou bloqueado do lado argentino.

Já na província de San Juan, o abalo sísmico foi "muito longo", segundo palavras do governador José Luis Gioja, que destacou que "não houve danos, nem nada que lamentar: somente um grande susto".

Na vizinha La Rioja, "tudo se moveu", de acordo com testemunhos de moradores que abandonaram suas casas assustados ao perceber o tremor. Fontes locais da Defesa Civil negaram registros de vítimas ou danos.

Em Córdoba, no centro da Argentina, o terremoto também foi sentido, especialmente nos prédios mais altos, cujos habitantes desceram e ficaram nas ruas por vários minutos, temendo desabamentos.

Na Patagônia, sul do país, o abalo provocou cortes de energia elétrica, que só foi restabelecida às 6h da manhã. Em especial, nas localidades de Villa La Angostura, San Martín de los Andes e Caviahue, na província de Neuquén, apesar de não haver informações de prejuízos.

O subsecretário de Emergências do governo de Buenos Aires, Néstor Nicolás, comunicou que "não houve danos de nenhum tipo" e que "não há nenhum tipo de perigo" para os moradores da capital, já que funcionários do organismo fizeram uma "avaliação em uma dezena de edifícios".

O embaixador da nação de Cristina Kirchner em Santiago, Ginés González García, informou que foi muito difícil se comunicar com sua família no Chile, onde "a comunidade argentina é de aproximadamente 60 mil pessoas".

González García está em Buenos Aires devido à visita que fez a presidente Michelle Bachelet, que voltou a seu país às 22h30 da sexta-feira. O diplomata lamentou o desastre e ofereceu ajuda às autoridades chilenas para prestar assistência às vítimas. Até agora, foram registradas 78 mortes em decorrência do terremoto.

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