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01/03/2010 - 08h33

Ministro chileno diz que número de mortes causadas por terremoto está subindo

ANSA

ROMA, SANTIAGO DO CHILE, 1 MAR (ANSA) - O ministro chileno do Interior, Edmundo Pérez Yoma, afirmou hoje que o número de mortes causadas pelo terremoto de 8,8 graus que atingiu o país na madrugada do último sábado continua aumentando.

"A cada hora que passa temos notícias piores", comentou Yoma, ressaltando que "é trágica" a situação da cidade de Constitución, afetada pelo sismo e por um tsunami gerado pelo tremor de terra. Somente no local foram registradas 60 mortes e 300 desaparecimentos.

O último balanço oficial, anunciado hoje pelo governo, contabiliza 711 vítimas fatais até o momento. O número de desaparecidos em todo o país é indefinido.

O tremor, um dos piores da história, foi sentido em toda a região centro-sul do país e afetou, principalmente, as regiões de Talca e Concepción, que ficam, respectivamente, a 240 e 500 quilômetros ao sul da capital, Santiago.

Além do terremoto de 8,8 graus, foram registradas mais de 100 réplicas, que provocaram o desmoronamento de casas e danos em construções.

Apesar das providências do governo, a situação ainda é caótica em muitas zonas do país. Em Concepción, houve saques a supermercados, feitos por moradores desesperados com a falta de água e alimentos. Eles foram reprimidos pela polícia, que lançou bombas de gás lacrimogêneo.

Gastón Saavedra, prefeito de Talcahuano, município localizado na região, informou que o primeiro porto militar chileno está inutilizável devido aos danos estruturais provocados pelo sismo.

"O Molo 500 tem danos estruturais, teremos que refazer completamente os estaleiros, seus diques estão danificados", contou Saavedra.

Segundo o prefeito, toda a cidade de "Talcahuano tem que ser reconstruída em suas artérias viárias, edificações públicas, colégios e centros de saúde".

A comunidade internacional, desde o fim de semana, vem oferecendo ajuda ao país sul-americano, sendo que o embaixador argentino em Santiago, Ginés González García, antecipou que Buenos Aires enviará "dois ou três hospitais móveis" ao Chile.

De acordo com o diplomata, as unidades deverão operar nas zonas mais afetadas, que ficaram de fora dos serviços de dez centros assistenciais. "Em consequência disto, há muita necessidade de cirurgias de traumatologia", destacou.

Também hoje o Japão anunciou que enviará uma missão especial de socorro ao Chile e uma ajuda financeira de US$ 3 milhões.

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