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03/03/2010 - 15h59

Por emergência, ministro chileno sugere a futuro governo que mantenha funcionários

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 3 MAR (ANSA) - O ministro da Presidência do Chile, José Antonio Viera Gallo, sugeriu hoje que autoridades ligadas à mandatária Michelle Bachelet permaneçam no cargo após a posse do presidente eleito, Sebastián Piñera, devido ao trabalho que estão desempenhando para socorrer as vítimas do terremoto de sábado.

"Penso que algumas autoridades locais deveriam continuar em suas funções para que a transição seja mais suave. O importante é que possam continuar todo o serviço que estão fazendo", argumentou Gallo, em entrevista concedida à ANSA.

A posse de Piñera está marcada para o próximo dia 11 de março. Na madrugada de sábado, um tremor de 8,8 graus na escala Richter atingiu o centro-sul do país, causando 799 mortes, segundo o último balanço. Dois milhões de pessoas foram afetadas.

Para Gallo, "seria absurdo" encerrar a gestão de algumas autoridades que atuam nas áreas atingidas pelo terremoto em meio à emergência, dando espaço a "uma pessoa que não tem ideia de nada".

O novo governo "deve nomear suas autoridades locais se quiser, porém a outra possibilidade é confirmar, na região da catástrofe, todas as autoridades [em seus cargos] durante um mês ou dois", opinou.

Nos últimos dias, o presidente eleito, Sebastián Piñera, chegou a criticar a atual gestão, que a seu ver demorou a prestar socorro às vítimas e enviar militares para as áreas em que têm ocorrido saques a estabelecimentos comerciais e residências.

O ministro garantiu, no entanto, que há uma coordenação "formal" entre o atual e o futuro governo do Chile.

Gallo disse que "é difícil tirar conclusões políticas de uma catástrofe", mas ressaltou que "as construções feitas nas gestões da Concertación resistiram". A aliança política à qual pertence Bachelet governa o Chile desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet, em 1990.

"É impressionante ver que todos os bairros de moradias populares ou de classe média estão intactos. O que desmoronou foram basicamente casas antigas feitas com adobe [tijolos de argila]", indicou.

O ministro admitiu que alguns edifícios não resistiram ao terremoto, porém destacou que "não se pode dizer" que Concepción, a segunda maior cidade do país e uma das mais atingidas, "esteja ao chão". Segundo ele, desabaram "um ou dois edifícios mal construídos, mas podem ser contados com os dedos da mão".

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