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04/03/2010 - 13h28

Cristina Kirchner reafirma uso de reservas do BC para pagar dívidas

ANSA
BUENOS AIRES, 4 MAR (ANSA) - A presidente argentina, Cristina Kirchner, ratificou hoje que as reservas excedentes do Banco Central serão usadas para o pagamento da dívida externa pública e que não aceitará que um juiz, a pedido da oposição, faça o país parar de quitar seus débitos.

Em dezembro, o governo argentino anunciou a criação do Fundo do Bicentenário, que contabilizaria aportes de US$ 6,5 bilhões de reservas do BC e seria usado para pagar a parte da dívida externa do país que vence neste ano.

O presidente do organismo na época, Martín Redrado, se tornou o centro de um conflito interno ao se opor à iniciativa. Ele foi exonerado de seu cargo por decreto presidencial, mas a decisão de Cristina acabou sendo cassada pela Justiça. Em janeiro, no entanto, Redrado apresentou sua renúncia.

Mesmo com a substituição do presidente do BC, o Fundo do Bicentenário continua sendo alvo de críticas e já foram encaminhados vários recursos judiciais contra sua criação.

Em mensagem difundida em cadeia nacional, a mandatária afirmou que o uso das reservas se inclui em suas atribuições e declarou que os políticos da oposição que querem impedir o uso do dinheiro do BC para o pagamento da dívida externa pertencem aos setores que "endividaram o país".

"Quero assegurar aos credores da Argentina que vão cobrar", insistiu a mandatária, qualificando como "foto do passado" a união entre opositores, em especial de direita e centro-direita, que na quarta-feira se uniram contra a medida, já estão no controle das comissões permanentes do Senado, onde os governistas passaram a ser minoria.

Cristina criticou ainda a decisão dos parlamentares de oposição, entre eles o ex-presidente Carlos Menem (1989-1999), que rechaçaram a designação da nova titular do Banco Central, Mercedes Marco del Pont, advertindo que "as instituições não podem tomar atos de vingança".

A chefe de Estado argentina pediu "por favor" aos opositores "baixar o nível de irracionalidade". Sobre a dívida externa, afirmou que se perguntar a senadores de oposição o que se deve fazer, alguns diriam para não pagar e outros, para fazê-lo com um plano de ajuste econômico e não com reservas do BC -- o que Cristina não admite.

A hipótese do governo é que os parlamentares contrários, ao bloquear o acesso aos recursos excedentes, buscam forçar uma iniciativa que leve à redução dos projetos sociais e obras de infraestrutura atualmente em curso.

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