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04/03/2010 - 13h16

Governos de Itália e Bolívia querem atuar juntos em foros internacionais

ANSA
LA PAZ, 4 MAR (ANSA) - A Itália e a Bolívia mantêm "um diálogo político intenso e positivo" e pretendem atuar de forma conjunta, inclusive em foros internacionais, como em eventuais candidaturas aos conselhos de Segurança ou de Direitos Humanos da ONU, afirmou à ANSA o vice-chanceler italiano, Vincenzo Scotti, em visita ao país andino.

Scotti -- que na noite de ontem presidiu uma apresentação da Bienal Internacional de Arte Siart, a mais importante mostra cultural do país -- discutiu as formas de cooperação entre as duas nações em uma reunião com o ministro das Relações Exteriores da Bolívia, David Choquehuanca.

Os dois países mantêm "um diálogo político intenso e positivo" e compartilham alguns objetivos comuns, como a reforma da ONU, "em particular do Conselho de Segurança", disse Scotti, que explicou que a Bolívia e a Itália querem um órgão "mais representativo, mais democrático, mais eficaz" e concordam da opinião de que manter a paz "não é apenas um problema do Conselho de Segurança, mas também de todos os outros organismos mundiais, o que também depende da manipulação econômica".

"Podemos ter diferentes opiniões políticas, mas isto no mundo de hoje não pode constituir nunca um obstáculo ao diálogo e à cooperação", continuou Scotti, que em sua visita a La Paz, firmou com Choquehuanca um convênio de cooperação cultural, com o objetivo principal de preservar o patrimônio arqueológico Tiwanaku.

Com tal acordo, que substitui outros dois, a Itália -- que coopera com a Bolívia com cerca de 178,8 milhões de euros -- irá ajudar na preservação das históricas ruínas, um milenar centro cerimonial da cultura indígena aymara. Também assistiram à assinatura do tratado a ministra boliviana da Cultura, Zulma Yugar, e o embaixador da Itália na Bolívia, Silvio Mignano.

"Garanti à ministra o propósito de intensificar a cooperação no campo cultural", porque a "criatividade, a arte e a cultura não têm fronteiras e devem contribuir à integração" dos povos, continuou o representante italiano.

"Esperamos com ânsia e esperança essa cooperação", afirmou, por sua vez, Yugar, que acompanha a restauração de Tiwanaky -- que tem visíveis mostras de destruição e deterioração.

Ainda na entrevista, Scotti expressou o "desejo de aumentar" a cooperação política, econômica, comercial e cultural, mas esclareceu que o ponto fundamental é "a cooperação para o desenvolvimento".

Também "falamos com o chanceler boliviano sobre temas políticos multilaterais, de cooperação economia e de desenvolvimento", completou.

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