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04/03/2010 - 10h59

Para Bachelet, reconstrução do Chile tomará todo o governo de Sebastián Piñera

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 4 MAR (ANSA) - A presidente do Chile, Michelle Bachelet, afirmou que a reconstrução do país após o terremoto de sábado tomará todo o mandato de Sebastián Piñera, que assume a chefia do Executivo na próxima quinta-feira e fica no cargo até 2014.

A mandatária e o futuro governante se encontrarão hoje para conversar sobre a transição dos trabalhos de recuperação. Com 8,8 graus na escala Richter, o tremor de terra afetou dois milhões de pessoas, deixando 802 vítimas fatais.

"Teremos uma nova reunião para uma avaliação e diagnóstico e uma transmissão do que acreditamos que haja para ser feito. A ele [o presidente eleito] caberá a emergência e a reconstrução durante praticamente todo o governo próximo ou pelo menos três anos", afirmou Bachelet em entrevista à rádio ADN.

Ela lembrou que a recuperação de Tocopilla -- região do norte do Chile afetada por um terremoto em novembro de 2007 -- "nos tomou dois anos, e isso que trabalhamos intensamente".

"Todavia, não temos a dimensão exata do dano em muitas cidades e zonas do país", lamentou a mandatária, aludindo aos problemas de comunicação e infraestrutura que isolaram algumas zonas.

Durante a entrevista à rádio, Bachelet esteve novamente à beira das lágrimas ao dizer que "isso é muito triste, o país não merece isso". "Entendemos a frustração, o medo e a dor. Vamos seguir adiante", garantiu.

A presidente chamou a população a colaborar financeiramente com o programa televisivo "Chile ajuda o Chile", organizado pelo governo e pela Fundação Teletón e que irá ao ar amanhã. A iniciativa, que será transmitida durante 24h pelas emissoras locais, visa arrecadar US$ 30 milhões para construir "casas de emergência".

"Muitos artistas estrangeiros virão para a campanha", ressaltou ela, recordando que "todos os recursos serão poucos para ajudar os chilenos".

Bachelet também confirmou que a "enorme magnitude" dos danos causados pelo terremoto fará com que o Chile peça crédito a entidades internacionais, como por exemplo o Banco Mundial, mas não especificou qual é o valor dos prejuízos.

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