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05/03/2010 - 11h08

Bachelet e Piñera pedem 'unidade' para reconstruir o Chile

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 5 MAR (ANSA) - A presidente do Chile, Michelle Bachelet, ao lado de seu sucessor, o empresário Sebastián Piñera, reiterou hoje seu pedido por "unidade" ao país, que deve deixar de lado as diferenças políticas para empreender a reconstrução das áreas devastadas pelo terremoto do último dia 27.

Bachelet e Piñera falaram com a imprensa após uma reunião de cerca de 1h30min, realizada esta manhã no Palacio de La Moneda, sede do governo chileno. Os dois coincidiram também "na determinação de assegurar uma fluída transição de poderes", que será, contudo, "austera e sensível, em vista da situação" que aflige o país no momento.

"Há imensos desafios de todo o tipo, que os chilenos devemos enfrentar unidos", afirmou a presidente, que anunciou que dará à próxima gestão "uma informação detalhada e precisa" sobre os efeitos do abalo sísmico de 8,8 graus que atingiu o centro-sul da nação no sábado passado.

"É hora de unidade, de generosidade" e "nos interessa que o mundo inteiro veja que o Chile, apesar das calamidades e sofrimentos, é uma República Democrática, que começa a erguer-se", complementou.

Piñera, por sua vez, reiterou que irá reformular seu programa de governo "para incorporar a nossas metas a grande tarefa da reconstrução", e esclareceu que "o mais urgente é enfrentar a emergência, que permanecerá após o dia 11", dia em que assumirá o Executivo.

"São tempos de unidade e solidariedade. Precisaremos da colaboração de todos os chilenos", continuou Piñera, que pediu publicamente à mandatária um informe "escrito e formal, preciso, sobre os danos causados por este terremoto e as medidas tomadas" pelo atual governo.

Ontem, após uma reunião com o arcebispo de Santiago, Francisco Javier Errázuriz, e com o presidente da Conferência Episcopal do Chile, dom Alejandro Goic, a mandatária já havia dito que "o Chile necessita do apoio de todos". "Concordamos plenamente ao pensar que este é um momento de unidade, de solidariedade acima de qualquer outra coisa", apontou na ocasião.

Desde o sábado foram detectadas mais de cem réplicas do tremor. Hoje, dois fortes abalos sísmicos -- de 6,8 e 6,6 graus na escala Richter -- foram registrados novamente na região de Bío Bío, onde localiza-se Concepción, que fica perto do epicentro do primeiro movimento telúrico e, consequentemente, foi uma das cidades mais afetadas.

Segundo o Instituto Hidrográfico da Marinha, os novos sismos, que ocorreram às 8h47 e às 8h51, horário de Brasília, não reúnem condições para causarem tsunamis. Contudo, o pânico voltou à Concepción, já que alguns edifícios, parcialmente danificados, podem ruir completamente.

Até o momento, o balanço oficial das vítimas da tragédia está em 802 pessoas, das quais 279 já foram identificadas. Estima-se também que haja dois milhões de desabrigados e pelo menos 500 mil construções destruídas.

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