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05/03/2010 - 08h31

Ban Ki-moon realiza visita ao Chile nesta sexta-feira

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 5 MAR (ANSA) - O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, fará hoje uma visita de 24 horas ao Chile para avaliar a situação do país, que foi atingido por um terremoto de 8,8 graus no último sábado.

Segundo o ministro chileno das Relações Exteriores, Mariano Fernández, o funcionário da ONU deverá chegar às 13h no horário de Brasília e manter reuniões com membros do governo e com o presidente eleito, Sebastián Piñera, que toma posse no próximo dia 11. Também estão previstas visitas às zonas devastadas.

O chanceler informou que a viagem do secretário-geral ao país irá "potencializar a colaboração com o Chile e expressar sua admiração pela rápida reação do país diante dos acontecimentos".

"A visita de Ban Ki-moon vai ajudar a traduzir de que maneira os organismos internacionais colaboram para recuperar e reconstruir o país", destacou o diplomata, ressaltando que o funcionário da ONU manifestará "à presidente e ao presidente eleito que as Nações Unidas consideram extraordinário o que estamos fazendo".

Ontem o Chile também recebeu uma doação de 20 telefones de comunicação por satélites da Organização dos Estados Americanos (OEA). Os aparelhos foram entregues ao embaixador do país na entidade, Pedro Oyarce, e visam "ajudar no restabelecimento da comunicação nas zonas que ficaram isoladas depois do terremoto".

A doação, avaliada em US$ 25 mil, foi gerida pelo Fundo Interamericano de Assistência para Situações de Emergência (Fondem) e responde à solicitação realizada pelo governo do Chile ao secretário-geral do organismo, José Miguel Insulza.

"Desde o princípio, a OEA se pôs à disposição do governo do Chile para colaborar no que for necessário", disse Insulza.

Um tremor de 6,3 graus na escala Richter foi sentido hoje na costa centro-sul do Chile. O epicentro foi registrado no mar, a cerca de 40 quilômetros da cidade de Concepción, uma das mais afetadas pelo terremoto de 8,8 graus de magnitude. Desde o primeiro tremor, mais de cem réplicas atingiram o país.

O subsecretário do Interior, Patricio Rosende, leu em rede nacional uma lista com o nome de 279 mortos identificados. O governo chileno estimava que o número total de vítimas fatais passava de 800, mas nas últimas horas admitiu que pode ter ocorrido um erro nas contagens.

O general Bosco Pesse, chefe do Exército na província de Maule, disse que o número de mortos na região era de 316, e não 587, como havia sido publicado. O local é considerado o mais devastado pelo tremor.

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