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06/03/2010 - 13h52

Denúncias de pedofilia não se referem à direção de Georg Ratzinger, diz bispo alemão

ANSA
CIDADE DO VATICANO, 6 MAR (ANSA) - Os casos de pedofilia denunciados no coro de rapazes da catedral de Regensburg não coincidem com o período em que Georg Ratzinger, irmão do papa Bento XVI, esteve à frente do grupo, afirmou hoje o bispo Gerhard Ludwig Muller.

O bispado de Regensburg, em uma carta assinada por Muller, revelou ontem a existência de casos de abusos sexuais. O anúncio era direcionado aos pais das vítimas e fora publicado na internet.

Georg Ratzinger, que tem 86 anos, conduziu o coro de 1964 a 1994. Em uma nota publicada hoje pelo jornal vaticano L'Osservatore Romano, Muller esclarece que as denúncias não se referem àquele período.

Segundo Muller, o primeiro caso denunciado "ocorreu em 1958 e envolveu um vice-diretor da escola preliminar [frequentada pelos coristas, ndr.]. Assim que o crime foi conhecido, o acusado foi retirado de seu cargo e foi também condenado penalmente".

Já o segundo caso, também registrado em 1958, "trata-se de uma pessoa que trabalhou por sete meses [em um colégio anexo ao coro, ndr.]. Depois de 12 anos, foi condenada por um caso de abuso sexual. Atualmente, são examinados os eventos que aconteceram durante aquele período".

"Ambos os caso já haviam sido publicamente divulgados e são considerados encerrados, do ponto de vista jurídico, e não coincidem com o período da direção do professor Georg Ratzinger", reitera o religioso.

Na mesma edição, a publicação afirma que o Vaticano quer que "este caso seja esclarecido", com o objetivo de "fazer justiça às eventuais vítimas". "A Santa Sé apoia a diocese [de Regensburg, ndr.] em sua disponibilidade para analisar a dolorosa questão de forma decidida e de maneira aberta, segundo o sentido das diretivas da Conferência Episcopal Alemã", completa.

Por sua vez, em declarações ao jornal alemão Bild, também divulgadas hoje, Ratzinger afirma que estaria disposto a testemunhar, "caso a magistratura alemã solicite". Contudo, ele diz não ter "nenhuma informação" sobre as acusações e reitera que tais denúncias se referem ao período anterior à sua gestão. "São coisas que antecederam o meu período".

Sobre a época em que esteve à frente do coral, o sacerdote diz que "respeitava-se rigorosamente as ordens, mas ao mesmo tempo havia uma atmosfera humana e compreensiva (...), uma atmosfera quase que familiar".

"Espero que meu coro não sofra por causa destas acusações. E espero que tudo seja esclarecido", complementa.

Além desta, a Igreja Católica do país europeu enfrenta outras denúncias de abusos sexuais, que teriam sido cometidos nas décadas de 1970 e 1980 no colégio jesuíta Canisius de Berlim. Os crimes, que já somam 120 casos, teriam sido perpetrados por religiosos, sacerdotes e colaboradores leigos.

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