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06/03/2010 - 15h54

Presidente dominicano acredita em reunião entre Uribe e Chávez

ANSA
BOGOTÁ, 6 MAR (ANSA) - O presidente da República Dominicana, Leonel Fernández, em nome do Grupo de Amigos de Colômbia e Venezuela, disse hoje acreditar na viabilidade de uma reunião entre seus homólogos colombiano, Álvaro Uribe, e venezuelano, Hugo Chávez.

"Sem dúvida, para isso estamos trabalhando", afirmou Fernández ao sair de uma reunião em Bogotá com o chanceler local, Jaime Bermúdez.

"Podemos dizer que foi um bom encontro, conhecemos detalhes que permitirão estabelecer relações plenas com o mandatário venezuelano", complementou o presidente.

O mandatário dominicano lidera o grupo de países latino-americanos para mediar os atritos diplomáticos entre as duas nações. Também integram a comissão, formada no último mês, os presidentes de México, Felipe Calderón, Panamá, Ricardo Martinelli, e Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.

Fernández, que chegou ontem à capital da Colômbia e se reuniu a portas fechadas com Uribe, ainda fará uma visita à cidade de Cúcuta, na fronteira com a Venezuela, para saber qual a opinião dos moradores e produtores locais a respeito da crise bilateral.

No ano passado, a Venezuela congelou os laços bilaterais com a Colômbia, após ser acusada por veículos da imprensa colombiana de fornecer armamentos a guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

O recente acordo militar assinado por Bogotá e Washington em outubro do último ano, para que 1.400 oficiais norte-americanos possam usar sete bases colombianas por até dez anos, também é um dos motivos que causam o descontentamento de Chávez.

Em fevereiro passado, durante as cúpulas regionais realizadas no balneário mexicano de Cancún, Uribe e Chávez protagonizaram uma nova discussão. O desentendimento ocorreu após o mandatário colombiano ter comparado o tratamento dado às empresas colombianas na Venezuela ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos a Cuba.

O bate-boca se prolongou, estendendo-se a outros temas. Após o episódio, os líderes presentes na ocasião decidiram pela criação do mecanismo de mediação.

Nos próximos dias, Fernández deve ir à Venezuela, onde se reunirá com o chanceler do governo de Caracas, Nicolás Maduro.

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