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08/03/2010 - 16h21

Para Angela Merkel, Igreja leva 'a sério' suspeitas de abusos sexuais

ANSA
BERLIM, 8 MAR (ANSA) - A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou hoje, ao comentar os supostos casos de abusos sexuais envolvendo instituições católicas de seu país, que a Igreja "leva a questão muito a sério".

Em entrevista coletiva concedida em Berlim, Merkel também elogiou a "abertura" mostrada pela Igreja em relação à "responsabilidade a ser assumida" pelos episódios.

Desde o início do ano, escolas jesuítas da Alemanha têm sido alvo de denúncias de abusos cometidos nas décadas de 1970 e 1980. Na semana passada, também foram divulgados supostos casos no coro de rapazes da catedral de Regensburg, que foi dirigido pelo irmão do papa Bento XVI, Georg Ratzinger, durante trinta anos.

Hoje, a ministra da Justiça do país europeu, Sabine Leutheusser-Schnarrenberger, acusou a Santa Sé de dificultar as investigações sobre os episódios.

Segundo ela, há "um muro de silêncio" nas escolas e nos institutos, o que "está certamente ligado ao fato de que, seguindo a linha diretiva de 2001, abusos assim graves são relatados ao Papa de modo confidencial e não devem ser revelados fora da Igreja".

O vice-diretor da sala de imprensa do Vaticano, padre Ciro Benedettini, informou que a Santa Sé recebeu um pedido para que Bento XVI envie um representante apostólico à abadia de Ettal, na Baviera, onde teriam ocorrido crimes dessa natureza entre 1970 e 1980.

O sacerdote não confirmou, porém, se a solicitação será ou não atendida. Já o jornal católico L'Osservatore Romano disse que a Igreja quer que "estes casos sejam esclarecidos" para "fazer justiça às eventuais vítimas".

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