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08/03/2010 - 10h37

Parciais de eleições regionais da Nicarágua dão vitória a governistas

ANSA
MANÁGUA, 8 MAR (ANSA) - A governista Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) deve vencer as eleições regionais realizadas ontem na Nicarágua com mais de 44% dos votos, segundo parciais do Conselho Supremo Eleitoral (CSE).

A votação ocorreu nas regiões autônomas do Caribe nicaraguense e foram iniciadas às 7h da manhã (10h no horário de Brasília) e foram encerradas às 17h15 locais, apesar de algumas zonas eleitorais terem ficado abertas até às 18h locais.

De acordo com o presidente do CSE, Roberto Rivas, às 22h15 locais haviam sido contabilizados 30,37% dos votos da Região Autônoma do Atlântico Norte (RAAN), onde a FSLN obteve 48,58% dos votos, enquanto o oposicionista Partido Liberal Constitucionalista (PLC) recebeu 27,72%.

Já na Região Autônoma do Atlântico Sul (RAAS), com 28% das urnas contabilizadas até a noite de ontem, a FSLN teve 44,03% das preferências e o PLC, 26,77%.

As eleições transcorreram com calma e tranquilidade, apesar da pouca quantidade de eleitores que compareceram às urnas. "Houve bastante abstenção, quiçá de uns 50%", informou Rivas.

Estavam habilitados para comparecer às urnas 290 mil nicaraguenses, mas muitos deles se encontram fora do país, trabalhando em plantações na Costa Rica e em Honduras.

Além disso, líderes opositores acusaram o partido governista de fraude. Um membro do PLC, segunda maior agremiação política do país, pediu que as eleições fossem anuladas completamente, ainda que autoridades tenham classificado de "teatrais e exageradas" as denúncias.

O porta-voz do CSE, Félix Bavarrete, disse à ANSA que efetivamente houve algumas "irregularidades" em certas zonas eleitorais, mas argumentou que foram "casos isolados, de muita pouca importância e que devem ser revisados pelas autoridades".

Com o pleito de ontem serão escolhidos 90 conselheiros (45 para cada região) e, entre eles, serão selecionados dois "governadores", ainda que com uma autoridade bastante limitada pela lei nacional.

Funcionários da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da União Europeia (UE) estiveram presentes durante o processo, mas não prometeram divulgar relatórios sobre as eleições, já que não se consideram "observadores".

As eleições regionais caribenhas não costumam despertar grande interesse na Nicarágua, mas neste ano foram consideradas um teste para as autoridades eleitorais denunciadas como promotoras de "fraude" no pleito municipal de 2008.

Em novembro do ano que vem, o país realizará suas eleições gerais, com a escolha de presidente, vice-presidente e parlamentares nacionais e centro-americanos.

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