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09/03/2010 - 14h42

Presidente do BC argentino vai ao Senado para tentar evitar veto a sua indicação

ANSA
BUENOS AIRES, 9 MAR (ANSA) - O Senado da Argentina receberá amanhã a presidente designada do Banco Central, Mercedes Marcó del Pont, em meio à continuidade da polêmica relacionada ao uso das reservas da entidade para pagar a dívida externa do país.

Na semana passada, a oposição, que costurou uma aliança para assegurar sua maioria na casa, adiantou que tem a intenção de rejeitar a nomeação de Marcó del Pont.

Ela foi escolhida pela presidente Cristina Kirchner para substituir Martín Redrado, que deixou o cargo justamente por ter sido contrário à criação do Fundo do Bicentenário, que receberia US$ 6,5 bilhões do BC.

Os senadores da bancada opositora criticaram Marcó del Pont depois de ela ter implementado dois decretos encaminhados pelo Executivo para criar novos dispositivos com a mesma finalidade. Foi uma alternativa tentada por Cristina para sanar a dívida do país que vence neste ano.

No entanto, uma juíza bloqueou mais uma vez a criação de um fundo com esse fim. O mecanismo destinaria US$ 4,4 bilhões para pagar credores privados.

Quando se formou a aliança de setores críticos a Cristina no Senado, a titular do BC foi convocada para uma audiência por meio de uma nota que dava a ela o prazo máximo de uma hora para comparecer.

Diante disso, Marcó del Pont disse que não poderia se reunir com os parlamentares. O bloco opositor tem entre seus membros o ex-presidente Carlos Menem (1989-1999), políticos da União Cívica Radical (UCR) e dissidentes do Partido Justicialista (PJ), o mesmo de Cristina.

Na última quinta-feira, referindo-se ao impasse criado pela oposição, a presidente denunciou tentativas de destituir seu governo.

De acordo com o jornal Clarín, a audiência de Marcó del Pont no Senado foi marcada para quinta-feira, quando o plenário da casa tomaria uma decisão sobre seu futuro.

A titular do BC, no entanto, pediu um encontro amanhã para expor seus argumentos. Ela será ouvida pela comissão de Acordos. "Ela tem o direito a ser ouvida e vamos fazer isso, mas não iremos mudar a nossa posição", advertiu Gerardo Morales, da UCR.

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