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11/03/2010 - 11h08

Bachelet se diz 'orgulhosa' por ter cumprido suas promessas de governo

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 11 MAR (ANSA) - A presidente do Chile, Michelle Bachelet, disse estar "orgulhosa" de encerrar seu mandato cumprindo com o que tinha prometido aos eleitores.

"É uma mistura de emoções, porque, por um lado, estamos muito tristes pelo que aconteceu nos últimos dias e, por outro, tranquilos porque cumprimos com o que nos comprometemos com o povo", comentou a mandatária, referindo-se aos desastres causados pelo terremoto de 8,8 graus na escala Richter que atingiu o país no mês passado.

Após tirar uma fotografia com os ministros de seu gabinete no Palácio de La Moneda, (sede da presidência), a chefe de Estado se desviou dos questionamentos sobre uma possível candidatura em 2014.

"Hoje é nosso último dia de governo. É a transição. Isso que importa. Não façamos nenhuma ficção política", refutou a mandatária em seu último ato oficial, que contou com a execução do hino nacional no palácio presidencial.

Nesta manhã, Bachelet subiu pela última vez ao balcão do La Moneda e acenou para a multidão que a esperava do lado de fora, composta majoritariamente por mulheres, que agitavam lenços brancos no ar.

Ao meio-dia, o empresário Sebastián Piñera tomará posse como presidente do Chile para um mandato de quatro anos. Piñera venceu o candidato governista Eduardo Frei no segundo turno das eleições locais com 51,6% dos votos.

O ministro de Obras Públicas do governo de Bachelet, Sergio Bitar, qualificou a mandatária como "antissísmica", já que, mesmo após o terremoto, sua popularidade está em 84%.

O tremor de terra, que foi seguido por mais de cem réplicas e ocasionou tsunamis na costa do país, deixou cerca de 500 mortos e um prejuízo estimado em US$ 7 bilhões (aproximadamente R$ 19 bilhões). Bachelet acredita que o processo de reconstrução do país irá tomar todo o mandato do novo governante.

Representantes de 24 nações e organismos internacionais assistirão à cerimônia de posse de Piñera. Após a solenidade, será oferecido um almoço às delegações. O presidente, acompanhado de alguns líderes, deve ir à região mais afetada pelo abalo, no centro-sul do país.

Às 20h locais, o novo mandatário deve fazer um discurso no palácio presidencial. A tradicional festa de posse foi cancelada e, em seu lugar, será realizada uma reunião de trabalho.

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