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11/03/2010 - 10h09

Cardeal Hummes defende celibato sacerdotal no Vaticano

ANSA
CIDADE CO VATICANO, 11 MAR (ANSA) - O prefeito da Congregação para o Clero da Santa Sé, o brasileiro dom Cláudio Hummes, defendeu o celibato sacerdotal ao discursar na abertura da convenção teológica "Fidelidade de Cristo, fidelidade do Sacerdote", realizada na Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma.

"O celibato sacerdotal é um dom do Espírito Santo que pede para ser compreendido e vivido com plenitude de sentido e alegria, na relação totalizadora com o Senhor", afirmou Hummes, que também é arcebispo emérito de São Paulo.

De acordo com o religioso, "esta relação única e privilegiada com Deus faz do sacerdote o testemunho autêntico de uma singular paternidade espiritual e o torna verdadeiramente fecundo".

"A Igreja, como corpo místico de Cristo, vê todos os fieis unidos pelo dom de ser o povo sacerdotal. Mas, ao mesmo tempo, sabemos que Cristo escolhe alguns, e estes são os sacerdotes, que continuam a missão", ressaltou Hummes.

O prefeito da Congregação para o Clero vem ressaltando a importância do celibato há cerca de dois anos, quando alguns veículos da imprensa publicaram que o religioso havia comentado a possibilidade do Vaticano ordenar homens casados.

Diante disso, o arcebispo emérito de São Paulo negou as suposições e reafirmou que "o celibato sacerdotal é um dom precioso que Cristo doou à sua Igreja". O assunto veio à tona novamente, com opiniões divulgadas recentemente pela imprensa de que abolir o celibato seria uma forma de combater a pedofilia entre religiosos.

Algumas das mais recentes denúncias de abuso sexual surgiram da Alemanha, onde teriam ocorrido casos em escolas jesuítas nas décadas de 1970 e 1980 e no coro de rapazes da catedral de Regensburg, que foi dirigido pelo irmão do papa Bento XVI, Georg Ratzinger, durante trinta anos.

Um dos responsáveis por trazer à tona os episódios do coro de Regensburg foi o bispo da região, Gerhard Ludwig Muller. Hoje, o religioso alemão classificou como "uma estupidez" a hipótese de que o celibato eclesiástico seja a origem da pedofilia na Igreja Católica e que por isso não há razão para alterar este preceito.

Muller também comentou que os sacerdotes que cometeram tais crimes não podem continuar a desenvolver seu papel de representantes de Cristo, e disse que "todos sabem que este pecado grave excluiu do sacerdócio". "Não há nenhum motivo para mudar a tradição da Igreja latina", declarou.

Para ele, as origens da pedofilia residem em um "distúrbio evolutivo" da personalidade de que "não se conhece exatamente as causas" e que a atenção midiática aos casos denunciados na Alemanha é uma "grande injustiça" e ofensa para "todos aqueles que trabalham bem pela Igreja".

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