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11/03/2010 - 08h36

Piñera assumirá presidência com a tarefa de reconstruir o Chile

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 11 MAR (ANSA) - O empresário Sebastián Piñera irá se tornar o quinto presidente do Chile desde a recuperação da democracia, em 1990, ao assumir hoje o Executivo do país.

Sua chegada ao governo ocorre em meio à destruição causada pelo terremoto de 8,8 graus que atingiu o centro-sul chileno no último dia 27 de fevereiro, matando cerca de 500 pessoas e provocando tsunamis no litoral.

As regiões mais afetadas, de Bío Bío e Maule, ainda permanecem sob toque de recolher devido a atos delinqüentes realizados por parte da população, como saques a mercados.

Piñera, que venceu no segundo turno das eleições o candidato governista Eduardo Frei, colocando fim a um governo de 20 anos da coalizão Concertación, irá receber a faixa presidencial em uma cerimônia no Congresso chileno, em Valparaíso, a 120 quilômetros da capital Santiago.

Delegações de 24 países e organismos internacionais assistirão à cerimônia de posse de Piñera, sendo que um dos primeiros líderes a chegar ao Chile para a solenidade foi o príncipe Felipe de Bourbon, o qual expressou "orgulho em liderar a delegação da Espanha" no evento.

Piñera recepcionou as autoridades estrangeiras em uma série de encontros que manteve ontem em Santiago. As delegações prometerem ajudar o futuro governo nas atividades de socorro e reconstrução.

Também ressaltaram a "solidez das instituições" chilenas e dos laços que o país mantém com outras nações.

Está programado para a cerimônia de transição iniciar às 12h locais (mesmo horário em Brasília). Após a solenidade, será oferecido um almoço às delegações. Piñera, acompanhado de alguns líderes, deve ir à cidade de Concepción, a segunda maior do país e uma das mais devastadas pelo tremor de terra.

Às 20h locais, o novo presidente deve fazer um discurso no palácio presidencial. A tradicional festa de posse foi cancelada e, em seu lugar, será realizada uma reunião de trabalho.

A atual presidente, Michelle Bachelet, primeira mulher a assumir este cargo no país e que deixa suas funções com um índice de popularidade de 84%, dedicou seu último dia de trabalho a visitas às regiões afetadas pelo sismo.

A mandatária comentou que não vai se aposentar e agradeceu os chilenos pela confiança e por entender que "trabalhamos por eles sem descanso".

Nesta semana, Bachelet afirmou que entregará a Piñera "um país mais justo e solidário, respeitado internacionalmente".

Em seus últimos discursos, a mandatária também disse estar "muito honrada em ter sido a primeira [mulher, ndr.] presidente do país" e que, "na hora da despedida", seu "coração" estará junto com as pessoas atingidas pelo sismo.

Segundo ela, "o terremoto e os tsunamis serviram para mostrar que precisamos de um Estado mais sólido, com capacidade suficiente para proteger em conjunto a população, em particular os que estão em desvantagem".

"Tenho orgulho de ter liderado um governo que realizou mudanças sensíveis na área da justiça social e isto não seria possível sem as transformações feitas pelos presidentes [antecessores, ndr.] Patrício Aylwin, Eduardo Frei e Ricardo Lagos", relembrou Bachelet.

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