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11/03/2010 - 12h53

Representante do Vaticano na ONU condena crimes de pedofilia na Igreja

ANSA
CIDADE DO VATICANO, 11 MAR (ANSA) - O observador permanente da Santa Sé na Organização das Nações Unidas (ONU), Dom Silvano Maria Tomasi, afirmou que não há "desculpa" para os padres pedófilos e que a proteção das crianças contra as "agressões" deve ser prioridade da Igreja.

Durante seu pronunciamento no encontro anual do Conselho de Direitos Humanos da ONU, o religioso afirmou que "o abuso sexual contra menores é sempre um crime odioso".

Tomasi citou palavras do papa Bento XVI, que acrescentou à "claríssima condenação da violência sexual contra crianças e jovens" "a dimensão religiosa, rebatendo que o abuso é também um grave pecado, que ofende Deus e a dignidade humana".

"A dignidade física e psicológica dos menores é violada com consequências destrutivas. Os estudiosos demonstraram que crianças abusadas reagem de modos diferentes à violência sexual", e entre estas características se registram "maiores probabilidades de gravidez na adolescência, vagabundagem, dependência química e alcoolismo", afirmou.

Lembrando as denúncias e condenações de "sacerdotes, religiosos e trabalhadores laicos católicos" dos últimos anos em diversos países, Tomasi afirmou que este comportamento não tem perdão.

"A proteção das agressões sexuais permanece em cima na lista das prioridades de todas as instituições eclesiásticas que lutam para por fim a este sério problema", acrescentou ele.

O observador vaticano na ONU declarou ainda que "medidas concretas para assegurar a transparência e a assistência às vítimas e a seus familiares são o modo de aliviar a pena, a dor e os danos causados pelos abusos".

"A comunidade católica continua nos seus esforços para resolver definitivamente este problema", ressaltou Tomasi, assegurando que "os culpados de tais crimes são imediatamente suspensos do exercício de suas funções e tratados segundo a norma civil e o direito canônico".

Segundo ele, também são tomadas atitudes para assegurar que "as crianças e os jovens nas escolas e instituições sejam salvaguardadas" e "muitas destas medidas, legais ou administrativas, se referem ao reconhecimento e à punição dos abusos".

O representante da Santa Sé definiu a prevenção como "a melhor medicina", o que se traduz em "educação e promoção à cultura do respeito aos direitos humanos e da dignidade de cada criança, especialmente através do compromisso de métodos eficazes para a assunção do pessoal escolástico".

Tomasi também sugeriu colocar em ação algumas práticas que ajudem os menores a reconhecer e assinalar comportamentos incorretos nos educadores.

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