UOL Notícias Notícias
 

11/03/2010 - 18h56

Senadora diz ter coordenadas para libertação de reféns das Farc

ANSA
BOGOTÁ, 11 MAR (ANSA) - A senadora Piedad Córdoba anunciou hoje que a organização Colombianos pela Paz, liderada por ela, já tem as coordenadas para a libertação de dois reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

"Já temos (...) o lugar onde estão localizadas as pessoas que serão entregues [pelas Farc] de maneira unilateral", disse a senadora. A guerrilha pretende libertar nos próximos dias o sargento Pablo Emilio Moncayo e o soldado Josué Daniel Calvo. Além disso, promete entregar os restos do capitão da polícia Julián Guevara, morto em cativeiro.

Córdoba, que defende uma saída negociada para o conflito interno vivido no país, disse que por segurança só informará as coordenadas uma vez que "se inicie toda a operação técnica", que será realizada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) com o apoio logístico do Brasil.

Ontem, o comissário do governo da Colômbia para a Paz, Frank Pearl, disse que uma missão técnica brasileira deverá chegar ao país neste fim de semana para averiguar as condições em que se dariam as libertações.

Hoje, a parlamentar, do opositor Partido Liberal, assegurou que "não há nenhuma possibilidade" de o resgate ser feito já "no domingo", data em que serão celebradas eleições legislativas no país. Segundo ela, a operação deverá se concretizar nos próximos 12 dias.

Emperatriz de Guevara, mãe do capitão da polícia morto, disse que já perdeu a "guerra" e que agora receberá os restos do filho para "dar fim a esta espera".

Já Gustavo Moncayo, que ficou famoso por fazer caminhadas para cobrar a libertação de seu filho, disse que, com a confirmação de Córdoba, os parentes dos reféns estão "nas mãos do governo".

Por sua vez, o ministro colombiano da Defesa, Gabriel Silva, informou que entre hoje e amanhã será assinado "um protocolo de coordenação" com o CICV para o desenvolvimento da operação de resgate.

Ele enfatizou que o governo "sempre" esteve "pronto para permitir e facilitar a libertação" dos militares sequestrados. "Somos os principais interessados" no desfecho bem sucedido da operação, disse.

Apesar disso, o governo do presidente Álvaro Uribe foi acusado por Gustavo Moncayo e pela senadora de ter dificultado o resgate humanitário. A intenção de libertar os reféns já havia sido manifestada pela guerrilha em abril do ano passado.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -0,31
    3,266
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    1,60
    62.662,48
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host