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11/03/2010 - 18h02

Terremoto obrigará o Chile a revisar orçamento para 2010, diz funcionária

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 11 MAR (ANSA) - A nova diretora de Orçamento do Chile, Rossana Costa, admitiu hoje, em entrevista à ANSA, que existe a necessidade de "revisar os recursos para 2010", de modo a empregá-los na resolução dos problemas causados pelo terremoto do dia 27 de fevereiro.

"Primeiramente devemos abordar a emergência e, um pouco mais adiante, a reconstrução", afirmou Costa. Na madrugada do dia 27, um sábado, um tremor de 8,8 graus atingiu especialmente o centro-sul do país. Cerca de 500 pessoas morreram.

Desde então, mais de cem réplicas foram registradas. Na manhã de hoje, a mais forte delas, de 6,9 graus, ocorreu a poucos minutos da posse do novo presidente, Sebastián Piñera, que estava em Valparaíso.

Os convidados e autoridades presentes ao evento se assustaram, e o Escritório Nacional de Emergência (Onemi) chegou a emitir um alerta de tsunami para as áreas costeiras. O alarme, porém, já foi revogado.

Por sua vez, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, disse estar certo de que o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) "estará disponível para proporcionar os recursos de que o Chile necessita".

Insulza recordou que o diretor do BID, Alberto Moreno, viajou ao Chile e assistiu à cerimônia de posse de Piñera, realizada na sede do Congresso.

"Os primeiros sinais dados pelo presidente Piñera são bons. O fato de essa cerimônia ter sido sóbria e de que o presidente vai imediatamente às zonas afetadas enfrentar com seu novo gabinete as tarefas que se devem cumprir é um sinal muito bom", analisou Insulza.

Ele demonstrou estar de acordo com Costa quanto às prioridades imediatas do novo governo, que deve se ocupar primeiramente com as "emergências" para depois "enfrentar adequadamente os esforços de reconstrução".

"Se Piñera mantiver essa atitude, as pessoas o acompanharão e o respaldarão, não tenho dúvidas", avaliou o secretário-geral da OEA.

"A expectativa era a de uma transição tranquila e com certa continuidade, mudanças de estilo e políticas que se dão em todos os governos. O país estava se desenvolvendo e crescendo bem", lamentou Insulza.

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