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12/03/2010 - 15h46

(Amplia) Imprensa diz que padre pedófilo foi transferido para arcebispado de Joseph Ratzinger

ANSA
BERLIM, 12 MAR (ANSA) - Um jornal alemão veiculou hoje a notícia de que um padre que teria cometido atos de pedofilia foi designado para trabalhar em uma comunidade de Munique na época em que o papa Bento XVI era arcebispo de Munique e Freising.

De acordo com a publicação Süeddeutsche Zeitung, o religioso foi transferido de Essen, na Renânia do Norte-Vestefália, para a região da Baviera. Segundo o veículo, ele continuou a cometer abusos sexuais mesmo após a transferência.

A mudança do padre teria ocorrido em 1980 e sido autorizada por Joseph Ratzinger, nome de batismo do Papa. O próprio arcebispado de Munique "confirmou" as informações de que o sacerdote em questão fora empregado na comunidade quase que ininterruptamente desde 1980 e ainda está ativo no distrito da Alta Baviera.

Questionado sobre o assunto pelo Süeddeutsche Zeitung, o porta-voz da diocese, Bernhard Kellner, falou de "graves erros" cometidos nos anos 80. O ex-vigário-geral Gerhard Gruber, hoje com 81 anos, assumiu toda a responsabilidade pelo caso.

"O repetido emprego de H [como foi identificado o sacerdote] na pastoral paroquial foi um grave erro. Assumo a plena responsabilidade", declarou ele em uma nota. "Me arrependo profundamente que através desta decisão se puderam realizar atos ilícitos e danosos aos jovens e me desculpo com todos aqueles que foram prejudicados", acrescentou o ex-vigário-geral.

Ao tomar conhecimento da notícia, o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, divulgou um comunicado no qual explicou que a diocese bávara já havia esclarecido o assunto a partir do reconhecimento de Gruber.

Uma nota divulgada no site do arcebispado afirma que Ratzinger ordenou somente que o sacerdote acusado de pedofilia fosse acolhido em uma casa paroquial para fazer terapia, e que foi Gruber, "afastando-se desta decisão", quem designou sem limitações H a uma paróquia de Munique.

Outros supostos casos de abusos sexuais envolvendo sacerdotes alemães também estão ligados de alguma forma a Bento XVI. Entre eles, há suspeitas de crimes cometidos contra jovens na abadia beneditina de Ettal, na Baviera, que também se referem à época em que o Papa era arcebispo de Munique e Freising.

Além disso, existem denúncias de pedofilia no coro da catedral de Regensburg, que foi dirigido pelo irmão do Pontífice, Georg Ratzinger, por 30 anos.

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