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12/03/2010 - 16h12

Ativista diz que violações dos direitos humanos continuam em Honduras

ANSA
TEGUCIGALPA, 12 MAR (ANSA) - A presidente do Comitê de Familiares de Presos Desaparecidos em Honduras (Cofadeh), Bertha Oliva, denunciou hoje que violações dos direitos humanos continuam sendo cometidas no país mesmo sob o governo do presidente Porfirio Lobo.

Segundo ela, desde que Lobo assumiu o cargo, no dia 27 de janeiro, foram assassinados três sindicalistas, todos membros da Frente Nacional de Resistência contra o Golpe de Estado. Além disso, pelo menos cinco presos foram vítimas de torturas cometidas por esquadrões da morte.

Eleito em novembro, em um pleito contestado por ter sido realizado durante o governo de facto do presidente Roberto Micheletti, Lobo tomou posse no fim de janeiro prometendo restaurar a estabilidade democrática e institucional do país.

Seu governo, no entanto, não conta com o reconhecimento do Brasil e de outras nações da região, que cobravam a restituição do presidente Manuel Zelaya, deposto em um golpe de Estado em junho e substituído por Micheletti.

Oliva ressaltou que o desrespeito aos direitos humanos se agravou depois do golpe. Daquela data até o dia 25 de janeiro, segundo ela, foram registradas "mais de 790 violações graves dos direitos humanos, como assassinatos, torturas e abusos sexuais contra mulheres". A ativista disse ainda que o quadro não se alterou após a posse de Porfirio Lobo.

O comitê presidido por ela elaborou um relatório preliminar sobre os excessos cometidos desde 27 de janeiro. Oliva contou que entre os sindicalistas mortos havia duas mulheres que desempenhavam um papel "ativo de resistência".

"Também temos mais de cinco pessoas que foram detidas por esquadrões da morte e submetidas a torturas e ameaças em prisões clandestinas", enfatizou.

Oliva também criticou o presidente Lobo por sua incoerência, já que, ao chegar ao poder, ele havia dito que "seu fundamento principal seria o respeito aos direitos humanos e a reconciliação da família hondurenha".

Segundo ela, não é esse o verdadeiro "propósito" do novo presidente. "Pelo contrário", disse, "sua linha é se calar" diante de episódios de "perseguição, torturas e mortes".

A presidente do Cofadeh também demonstrou desconfiança com relação à promessa do mandatário de instaurar uma Comissão da Verdade que investigue delitos cometidos antes, durante e depois do golpe de Estado.

"No âmbito das violações dos direitos humanos, a primeira coisa que se deve fazer é desmantelar as instituições que estão acabando com a vida e colocando em pânico a população hondurenha", avaliou.

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