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12/03/2010 - 13h43

Bispo diz que Alemanha não precisa de ajuda da Santa Sé em denúncias de pedofilia

ANSA
CIDADE DO VATICANO, 12 MAR (ANSA) - O presidente da Conferência Episcopal Alemã (DBK, na sigla em alemão), Robert Zollitsch, disse que a Igreja Católica do país não precisa da ajuda da Santa Sé para resolver os problemas causados pelas denúncias de pedofilia que a envolvem.

Após se reunir com o papa Bento XVI hoje no Vaticano, o bispo falou à imprensa e disse que o Pontífice reconheceu a capacidade dos religiosos alemães para gerir a crise ocasionada pelas recentes denúncias.

"Estamos fazendo muito e estamos fazendo com nossas forças", declarou Zollitsch. "Não temos, atualmente, necessidade de ajuda, e temos um reconhecimento neste sentido, seja da parte da Congregação para a Doutrina da Fé, seja da parte do Santo Padre", acrescentou.

"Já há algumas semanas pedi desculpas às vítimas, coisa que deverei repetir hoje aqui em Roma", afirmou o prelado, relembrando seu pronunciamento na abertura da última assembleia geral da DBK, realizada entre os dias 22 e 25 de fevereiro.

"Os bispos alemães estão profundamente transtornados pelo que aconteceu no âmbito eclesiástico, em termos de abusos e atos de violência", apontou. Ele também informou que a Igreja do país é favorável a encontros de reconciliação e comunicou que os líderes da DBK estão dispostos a se reunir com as pessoas prejudicadas.

"Sempre tentamos fazer as vítimas e os carrascos se encontrar para descobrir um modo de resolver a questão, e tivemos certamente uma série de experiências positivas neste sentido", afirmou.

Durante a audiência, Zollitsch e Bento XVI conversaram sobre as principais denúncias envolvendo sacerdotes do país que teriam cometido abusos sexuais contra menores em escolas jesuítas nas décadas de 1970 e 1980.

De acordo com o bispo, os supostos casos de pedofilia que envolvem o coro de Regensburg, dirigido pelo irmão do Pontífice, Georg Ratzinger, durante trinta anos, não estiveram na pauta do encontro de hoje -- que durou cerca de 45 minutos e foi feito na ausência de quaisquer outros interlocutores.

"Não conversamos com o Santo Padre o tema de Georg Ratzinger ou do coro de Regensburg porque por enquanto é um assunto sobre o qual se ocupam as autoridades de Regensburg, e eu mesmo tenho pouca informação para poder formular uma avaliação precisa", explicou o bispo.

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