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12/03/2010 - 10h07

Papa aprova medidas contra pedofilia adotadas pela Igreja alemã, diz bispo

ANSA
CIDADE DO VATICANO, 12 MAR (ANSA) - O presidente da Conferência Episcopal Alemã (DBK, na sigla em alemão), Robert Zollitsch, afirmou que o papa Bento XVI aprovou as medidas que a Igreja do país tomará quanto às denúncias de pedofilia que envolvem seus membros.

O bispo falou à imprensa após participar de uma audiência com o papa Bento XVI, durante a qual os dois discutiram os casos de abusos sexuais contra crianças e jovens divulgados recentemente e que envolvem sacerdotes alemães.

"Estou transtornado com o que aconteceu e pelos atos de violência contra os menores. Peço desculpas às vítimas dos crimes de pedofilia", declarou Zollitsch.

"Informei o Santo Padre das medidas que estamos adotando", continuou o presidente da DBK, citando o encontro de hoje.

Conforme explicou o bispo, Bento XVI escutou "com grande angústia, atento interesse e profunda comoção" a relação de casos de "assédios pedagógicos e abusos sexuais" ocorridos na Alemanha.

O Papa "é favorável às nossas iniciativas, mas não sabemos se serão estendidas a outros países", explicou Zollitsch, afirmando que isso dependeria de decisão da Congregação para a Doutrina da Fé.

"Todos os números provam que o problema dos abusos contra menores não se refere somente à Igreja Católica. Mas não há na Alemanha outro grupo que tenha normas tão severas", garantiu o religioso. "Os procedimentos por nós adotados têm dado ótimos resultados nos últimos oito anos", completou.

As principais denúncias envolvendo sacerdotes alemães se referem a episódios de pedofilia que teriam ocorrido em escolas jesuítas nas décadas de 1970 e 1980 e no coro de rapazes da catedral de Regensburg, que foi dirigido pelo irmão do Pontífice, Georg Ratzinger, durante trinta anos.

Após a reunião com o presidente da DBK, Bento XVI recebeu em audiência participantes do Congresso Teológico Internacional "Fidelidade de Cristo, fidelidade do Sacerdote". Na ocasião, ele discursou reafirmando o caráter sagrado do celibato, mas sem fazer qualquer referência às denúncias de abuso sexual.

Anteriormente, a Santa Sé já havia anunciado que não divulgaria nenhum comunicado sobre a reunião mantida entre o Papa e Zollitsch.

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