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12/03/2010 - 11h58

Para Piñera, número de vítimas fatais de terremoto no Chile vai aumentar

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 12 MAR (ANSA) - O presidente do Chile, Sebastián Piñera, disse hoje que o número de vítimas fatais do terremoto de 23 de janeiro aumentará após o reconhecimento dos corpos e a recuperação dos desaparecidos.

"Se perderam muitas vidas. Até agora há mais de 500 pessoas identificadas como mortas, mas sabemos que serão muito mais porque há muitos que estão para ser identificados e muitos que estão desaparecidos. E, a esta altura, a probabilidade de que estejam mortos é bastante alta", lamentou o mandatário, empossado ontem.

Piñera anunciou um "plano para enfrentar a emergência e iniciar a reconstrução agora", indicando que somente o déficit ou a quantidade de moradias destruídas vai "superar as 300 mil".

"Estamos buscando muitas fórmulas, avaliando a possibilidade de casas pré-fabricadas de grande qualidade que são usadas nos países desenvolvidos, e impulsionaremos um esforço de autoconstrução", indicou ele.

O presidente do Chile disse ainda que logo promoverá um novo sistema de alerta, porque o atual "não funcionou".

Ele anunciou que durante a primeira reunião de seu gabinete de ministros, concluída na madrugada, entregou "simbolicamente a cada um um capacete e um cronômetro, porque há que reconstruir [o país] e fazê-lo rápido".

"Não podemos seguir com uma cidade como Concepción [a segunda maior do Chile e uma das mais afetadas pelo tremor] isolada, porque nenhuma das pontes funciona com normalidade", explicou o mandatário, que percorrerá amanhã a zona litorânea central e a região de Bío Bío, bastante prejudicadas pelo terremoto e o tsunami que se seguiu a ele.

Com 8,8 graus de magnitude na escala Richter, o abalo sísmico do mês passado foi registrado às 3h34 da madrugada de um sábado. Cerca de dois milhões de pessoas foram afetadas, 500 mil ficaram desabrigadas e, por enquanto, houve a identificação de 497 corpos.

Ontem, pouco antes da cerimônia de transmissão do cargo da chefia do Executivo chileno, entregue por Michelle Bachelet a Piñera, ocorreu uma das mais fortes réplicas registradas até agora, com 6,9 graus na escala Richter.

Desde o terremoto de 27 de janeiro, mais de 100 abalos sísmicos foram sentidos. Na madrugada de hoje, houve seis novos movimentos telúricos na região centro-sul chilena.

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