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17/03/2010 - 11h40

Grã-Bretanha teria enviado submarino nuclear às Ilhas Malvinas

ANSA
LONDRES, 17 MAR (ANSA) - A Marinha britânica enviou um submarino nuclear de guerra para reforçar a segurança em torno das Ilhas Malvinas, arquipélago no Atlântico Sul reclamado pela Argentina.

Segundo informou a imprensa britânica, as autoridades militares da Grã-Bretanha ordenaram no mês passado o envio do submarino HMS Sceptre, que pesa cerca de cinco mil toneladas. A embarcação partiu da costa sul da África com a tarefa de monitorar as ilhas.

Uma fonte militar disse que o submarino "está muito bem equipado e funciona com energia nuclear". Sob anonimato, oficiais ressaltaram aos jornais locais que o governo espera que a presença do HMS Sceptre possa "acabar com as ambições" da Argentina pela soberania do local.

O submarino nuclear possui cinco tubos para lançar torpedos, além de alcançar uma velocidade de 20 nós e de possuir tecnologia avançada para monitorar as águas por meio de radares e sinais sonoros digitais.

O Ministério britânico da Defesa, por sua vez, se negou a dar informações sobre o assunto.

Os jornais destacaram que o envio do submarino foi feito após fortes especulações de que a empresa Desire Petroleum encontrou petróleo no norte das Ilhas Malvinas. A companhia, que foi a primeira a iniciar tarefas de exploração de hidrocarbonetos no local, tem previsto anunciar na próxima semana os resultados do seu empreendimento.

A imprensa britânica também relembrou que há alguns dias um grupo de 100 manifestantes lançou coqueteis molotov contra a embaixada do país em Buenos Aires como forma de protestar contra as atividades de exploração.

A Grã-Bretanha ocupou as ilhas em 1833. Desde então, a Argentina reivindica a devolução do território, que havia sido herdado da Espanha na época da colonização. Os dois países entraram em guerra em 1982 pela soberania da região e o conflito foi vencido pelos ingleses.

Recentemente, o caso ganhou novas proporções com a decisão britânica de explorar petróleo e gás no arquipélago.

Para obstruir os planos da nação europeia, o governo argentino impôs uma série de medidas para o trânsito de embarcações próximo às ilhas, sendo que uma delas obriga os navios a terem autorização de Buenos Aires para navegar.

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