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18/03/2010 - 10h31

Bento XVI diz que crise econômica traz oportunidades aos empresários

ANSA
CIDADE DO VATICANO, 18 MAR (ANSA) - O papa Bento XVI afirmou nesta quinta-feira que a crise econômica mundial deve ser vista como uma "oportunidade" para mudar o modelo de desenvolvimento vigente.

Ao receber em audiência membros da União dos Industriais e das Empresas de Roma (UIR), o Pontífice ressaltou que o momento atual pôs à prova os sistemas econômicos e produtivos de vários países.

"[A crise] deve ser vivida com confiança, porque pode ser considerada uma oportunidade do ponto de vista da revisão dos modelos de desenvolvimento e de uma nova organização do mundo das finanças, um 'tempo novo' -- como foi dito -- de profunda reflexão", explicou o Papa.

Segundo ele, a crise demonstrou que souberam sobreviver às dificuldades os sujeitos econômicos capazes de se ater a comportamentos morais e ficar atentos às necessidades do próprio território.

Deste modo, os empreendedores "são particularmente encorajados em seu empenho a serviço da sociedade e do bem comum", afirmou Bento XVI, recordando que o trabalho é "fonte de liberdade e responsabilidade".

O chefe máximo da Igreja Católica ressaltou os "sacrifícios" para "abrir ou manter no mercado" um negócio, visto como uma "comunidade de pessoas" que produz bens e serviços e que, portanto, "não tem como único objetivo o lucro, por outro lado necessário".

"A vida de uma empresa depende da sua atenção a todos os sujeitos com os quais desenvolve relações, da ética de seu projeto e da sua atividade", acrescentou.

"É importante saber vencer aquela mentalidade individualista e materialista que sugere desviar os investimentos da economia real para privilegiar o emprego do próprio capital nos mercados financeiros, em vista de rendimentos mais fáceis e rápidos", disse o Papa.

Bento XVI recordou que "os caminhos mais seguros para combater o declínio do sistema empresarial e do próprio território" consistem em "colocar-se em contato com outras realidades sociais, investir em pesquisa e inovação, não praticar uma injusta concorrência entre as empresas, não esquecer os próprios deveres sociais e incentivar uma produtividade de qualidade para responder às reais necessidades das pessoas".

"A empresa pode ser vital e produzir 'riqueza social' se a guiá-la os empreendedores e gerentes têm um olhar previdente, que prefere o investimento a longo prazo ao lucro especulativo e que promove a inovação em vez de pensar em acumular riquezas só para si", completou.

Desta forma, Bento XVI reafirma seu posicionamento, na sequência da encíclica "Caritas in Veritate" (2009), colocando "no centro da economia e das finanças a pessoa".

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