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18/03/2010 - 16h12

Ex-repressor argentino assume responsabilidade por crimes da ditadura

ANSA
BUENOS AIRES, 18 MAR (ANSA) - O argentino Jorge Acosta, ex-capitão da Marinha, admitiu pela primeira vez ser "absolutamente responsável" pelas ordens que resultaram em ações repressivas cometidas durante a ditadura militar argentina (1976-1983).

Ao depor hoje perante o Tribunal Oral Federal Cinco, Acosta -- chamado de 'El Tigre' -- confirmou também a detenção de pessoas na Escola de Mecânica da Marinha (Esma) e afirmou que "violações aos direitos humanos são impossíveis de serem evitadas em uma guerra".

"Quero homenagear todas as vítimas fatais", continuou o militar na reserva, ao assumir a responsabilidade por algumas das mortes que, segundo ele, foram causadas sob o seu comando.

O ex-capitão atuou como chefe de inteligência de uma unidade da Esma entre 1976 e 1978. Atualmente com 68 anos, ele é julgado ao lado de outros 17 ex-repressores, no chamado julgamento da Esma, por crimes de lesa-humanidade.

Ontem, foi ouvido o ex-capitão Alfredo Astiz, que afirmou aos juízes que seu papel era "lutar contra o terrorismo que, apoiado por Cuba e União Soviética, buscava tomar o poder por meio da violência".

Conhecido como o "Anjo Louro da Morte", Astiz também lançou acusações contra o ex-presidente Néstor Kirchner (2003-2007), que deu "um verdadeiro golpe de Estado" com a renovação da desprestigiada Suprema Corte em 2003.

Na época, o número de julgamentos por crimes políticos na ditadura aumentou significativamente. A ditadura argentina é considerada uma das mais sangrentas da América do Sul. Segundo organizações de direitos humanos, cerca de 30.000 pessoas desapareceram durante o regime militar.

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