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19/03/2010 - 19h37

Governo chileno divulga novo balanço com 452 vítimas do terremoto

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 19 MAR (ANSA) - O subsecretário do Interior do Chile, Rodrigo Ubilla, apresentou hoje um novo balanço de vítimas do terremoto que atingiu o centro-sul do país no dia 27 de fevereiro. De acordo com ele, chega a 452 o número de pessoas mortas na catástrofe.

Deste total, em 359 casos já se tem absoluta certeza sobre a identidade da vítima e a causa de sua morte. Segundo Ubilla, a elaboração desta lista é um tema de "alta sensibilidade" para o novo governo chileno, que tomou posse há pouco mais de uma semana.

O subsecretário informou que a relação foi elaborada após um "exaustivo trabalho" realizado pelas forças policiais, pelo Serviço Médico Legal e pelo Registro Civil, o qual permitiu definir quatro categorias diferentes de vítimas fatais do tremor, que teve uma intensidade de 8,8 graus na escala Richter.

O primeiro grupo é formado por 359 falecidos dos quais já se sabe o número de sua cédula de identidade e em cujo atestado de óbito consta que a morte foi causada pelo terremoto.

A segunda categoria, de acordo com o subsecretário, está composta por 67 "falecimentos que estão confirmados", mas sem o atestado de óbito, único instrumento que "permite determinar se essas pessoas faleceram porque foram atingidas diretamente pelo terremoto ou pelos tsunamis" gerados pelo tremor, que varreram pontos do litoral chileno.

Em terceiro lugar, prosseguiu o funcionário, está o caso de nove corpos que estão em poder do Serviço Médico Legal, mas sem identificação. Por fim, há 17 pessoas identificadas que faleceram nos dias posteriores ao terremoto. Nestes casos, ainda não se sabe se as mortes podem ser atribuídas à tragédia. As investigações seguem.

Questionado sobre as diferenças entre este balanço e o último apresentado pelo governo da agora ex-presidente Michelle Bachelet no dia 8 -- no qual 497 mortes eram confirmadas --, Ubilla disse que a informação à qual se tinha acesso naquele momento não era "totalmente completa".

"Portanto, não posso classificar como um erro se a informação que existia naquele momento era menos completa que a minha", explicou. Segundo Ubilla, o número de desaparecidos chega a 97.

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