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20/03/2010 - 17h29

Chefe de gabinete argentino repudia acusações de juíza

ANSA
BUENOS AIRES, 20 MAR (ANSA) - O chefe de gabinete da presidência argentina, Aníbal Fernández, respondeu hoje a uma juíza federal, que acusou o governo de tentar pressioná-la com a prisão de seu pai, ex-militar de 85 anos acusado de ter cometido crimes de lesa-humanidade na ditadura.

Ontem, a magistrada María José Sarmiento, autora de sentenças contrárias ao governo, disse que "não acreditava em coincidências", ao comentar o pedido de prisão emitido contra seu pai, o coronel na reserva Luis Alberto Sarmiento, que atuou na província de Misiones no regime militar (1976-1983). "Claro que eles estão tentando me pressionar", afirmou a juíza.

No início do ano, Sarmiento foi a juíza responsável no caso da criação do Fundo do Bicentenário, idealizado pelo Executivo para saldar parte da dívida do país. Na ocasião, ela vetou a criação do fundo, como também restituiu Martín Redrado à presidência do Banco Central, após ele ter sido exonerado pelo Executivo.

Hoje, Fernández reiterou que a administração de Cristina Kirchner não atua "por vingança", mas por "justiça". Portanto, os que cometeram crimes contra a humanidade devem prestar contas à Justiça, mesmo que "sejam velhinhos de 85 anos e que estejam doentes".

"O processo [contra o ex-militar] tem 42 casos pontualmente denunciados por familiares dos mortos e dos desaparecidos, e das próprias vítimas, sobre a privação ilegítima de liberdade e torturas", esclareceu.

Ele ainda argumentou que o juiz de Misiones decidiu emitir a ordem de prisão porque Sarmiento "é acusado de crimes de lesa-humanidade, pela gravidade dos fatos e para impedir que fuja". Mais cedo, Cristina disse que seu governo "não sabia" que o ex-militar era pai da juíza.

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