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24/03/2010 - 13h29

Alemães perdem confiança no Papa e na Igreja Católica, diz pesquisa

ANSA
Em Berlin e Munique

A confiança dos alemães em seu conterrâneo, o papa Bento 16, e na Igreja Católica está em queda após a divulgação dos últimos casos de pedofilia que envolvem religiosos do país.

De acordo com a imprensa local, somente 24% dos cidadãos crê no Pontífice; na semana passada este número era de 38%. Em relação à Igreja, o índice de confiança é de 17%, contra os 29% anteriormente registrados.

Se forem considerados somente os católicos, a popularidade do papa passou de 62% em fins de janeiro para 39% atualmente, enquanto a mesma qualidade na instituição religiosa foi de 56% para 34%.

Os casos de pedofilia que minaram a confiança dos alemães na Igreja Católica envolvem a ocorrência de episódios em escolas jesuítas nos anos 1970 e 1980 e no coro da catedral de Regensburgo, que foi dirigido pelo irmão de Bento 16, Georg Ratzinger, por trinta anos.

Outra denúncia envolvia o padre Peter Hullermann, preso em 1986 acusado de pedofilia e que havia sido transferido para a Arquidiocese de Munique e Freising na época em que o atual Pontífice comandava a comunidade. Ele já tinha antecedentes deste crime antes da mudança, e mesmo assim continuou seu trabalho pastoral.

Hoje, a Arquidiocese de Munique e Freising divulgou uma nova denúncia relacionada ao religioso, que teria ocorrido em 1998, quando o padre era administrador paroquial em Garching an der Alz.

"O caso não caiu em prescrição e a suposta vítima era menor [de idade] na época", informa um comunicado, anunciando que a informação foi transmitida à procuradoria e lembrando que Hullermann já foi suspenso de suas funções.

O cardeal Friedrich Wetter, que assumiu a Arquidiocese de Munique e Freising cerca de três meses após a transferência do padre pedófilo, tomou para si hoje a responsabilidade por ter colocado o religioso em contato com menores, apesar da condenação precedente.

"A violação das crianças e rapazes com abusos sexuais me faz mal. Me coloca um gravíssimo peso", declarou o cardeal, segundo a imprensa local. Ele também pediu "desculpas de todas as formas" às vítimas e a seus familiares.

"Superestimei a capacidade de um ser humano de realizar uma mudança de personalidade e subestimei as dificuldades de tratamento terapêutico exigido por um pedófilo", lamentou Wetter, negando ter tido "indícios concretos" de abusos relacionados a outro religioso, Heinz Maritz, como sustentou uma carta anônima enviada a redações de jornais.

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