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24/03/2010 - 17h29

(Amplia) José Miguel Insulza é reeleito secretário-geral da OEA

ANSA
WASHINGTON, 24 MAR (ANSA) - O chileno José Miguel Insulza foi reeleito hoje por aclamação como secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) para os próximos cinco anos.

"Recebo essa decisão com muita humildade, mas também com muita alegria", declarou Insulza, candidato único ao cargo. As eleições foram realizadas em uma assembleia geral extraordinária que ocorreu nesta quarta-feira na sede da entidade, em Washington.

A postulação do chileno foi respaldada pela Venezuela, cujo presidente, Hugo Chávez, fez diversas críticas ao órgão durante o primeiro mandato de Insulza.

Em fevereiro, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que é um braço da OEA, manifestou por meio de um comunicado preocupação com o clima de "intolerância política" existente no país, que não permite a entrada de seus representantes. O mandatário venezuelano, em resposta, chamou o informe de "puro lixo" e cogitou deixar a CIDH.

A Venezuela também chegou a aventar a possibilidade de lançar um candidato de oposição a Insulza, que neste caso poderia ser apoiado por outros países da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba), o que não se concretizou.

A Bolívia, que faz parte da Alba, preferiu se abster durante a votação de hoje, mas garantiu que apoiará o novo mandato do chileno.

Após o pleito, Insulza prometeu "defender a democracia representativa" na América Latina e ressaltou a importância de que os membros da OEA se unam "por um conjunto de valores e ideias que tratamos de colocar em prática", e não somente por sua disposição geográfica em um "mesmo hemisfério".

O secretário-geral adjunto, Albert Ramdin, natural do Suriname, foi igualmente reeleito por aclamação.

Durante a sessão, o representante da Nicarágua, Denis Moncada, disse que a OEA não pode "aceitar pressões das potências regionais", em referência aos Estados Unidos.

No primeiro mandato, Insulza foi muito criticado por sua atuação na crise política de Honduras, causada pela deposição, via golpe de Estado, do presidente Manuel Zelaya.

Por outro lado, o chileno foi elogiado por sua participação na aproximação entre os governos de Equador e Colômbia, cujas relações diplomáticas estão rompidas desde março de 2008.

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