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24/03/2010 - 16h04

Insulza homenageia arcebispo de San Salvador assassinado há 30 anos

ANSA
WASHINGTON, 24 MAR (ANSA) - O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, prestou hoje uma homenagem ao religioso Oscar Arnulfo Romero, arcebispo de San Salvador que foi assassinado há 30 anos quando celebrava uma missa.

Por meio de nota, Insulza se referiu a Romero como "uma figura universal dos direitos humanos". Além disso, elogiou os esforços do atual presidente de El Salvador, Mauricio Funes, para fazer com que o assassinato não fique impune.

"Celebramos este compromisso e esperamos que rapidamente seja possível identificar, julgar e sancionar todos os autores materiais e intelectuais deste crime", afirmou o secretário-geral da OEA, reeleito hoje para o cargo.

Ainda no texto, o arcebispo foi recordado como "um homem que falou de injustiças sem ambiguidades". "Embora sua morte tenha tido como objetivo calar seu compromisso com os menos favorecidos e com a dignidade dos salvadorenhos, acabou por convertê-lo em um mártir e figura universal dos direitos humanos", afirma o comunicado.

Romero foi morto a tiros no dia 24 de março de 1980, quando celebrava a Eucaristia em uma missa na capela do hospital Divina Providência, em San Salvador.

Durante a guerra civil vivida por El Salvador entre 1980 e 1992, o religioso chamou a atenção ao denunciar violações dos direitos humanos sempre em suas cerimônias religiosas. O mandante do crime foi o líder de extrema direita major Roberto D'Aubuisson.

Hoje, para lembrar os 30 anos do assassinato, foi programada uma missa solene. O presidente Mauricio Funes pediu perdão em nome do país pelo ocorrido.

"Na qualidade de presidente da República, peço perdão em nome do Estado salvadorenho por esse magnicídio perpetrado há 30 anos", disse.

O Parlamento salvadorenho declarou 24 de março como "Dia de Dom Oscar Arnulfo Romero e Galdames". Em 1993, a mesma data fora escolhida pela Igreja Católica para o dia de oração e jejum em memória dos Missionários Mártires.

Os restos mortais de Dom Oscar Arnulfo Romero estão na catedral de San Salvador, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve em fevereiro, durante uma visita oficial a El Salvador.

A causa de sua beatificação iniciou a fase diocesana em 1994. A conclusão veio dois anos mais tarde, quando o processo foi encaminhado ao Vaticano. Em 1997 foi emitido o decreto com o qual a causa foi aceita como válida.

Na Itália, o político Piero Fassino, líder do opositor Partido Democrata (PD), também dirigiu elogios ao arcebispo, a quem chamou de "mártir da justiça".

"Foi um mártir da justiça e dos direitos humanos, que pagou com a vida por sua escolha de estar ao lado dos humildes e dos oprimidos", afirmou.

"De Romero recordamos sua mensagem de paz e de reconciliação nacional em um período no qual a América Central era vítima de ferozes ditaduras militares", complementou Fassino.

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