UOL Notícias Notícias
 

25/03/2010 - 12h05

(Corrige) Berlusconi é incluído em investigação sobre pressões contra imprensa

ANSA
ROMA, 25 MAR (ANSA) - O nome do premier italiano, Silvio Berlusconi, foi inscrito hoje no registro das pessoas investigadas pela Procuradoria de Roma em um inquérito sobre supostas pressões feitas com o objetivo de suspender um programa televisivo.

Berlusconi foi surpreendido em interceptações telefônicas tentando impedir a veiculação da atração "Annozero", comandada pelo jornalista Michele Santoro. Os alvos da coação seriam o comissário da AGCom (agência reguladora das comunicações na Itália) Giancarlo Innocenzi e o diretor da área de notícias da emissora pública Rai, Augusto Minzolini.

Berlusconi se defendeu das denúncias definindo as acusações como "ridículas e grotescas".

A inscrição do nome do premier no processo foi decidida na manhã de hoje após uma reunião entre os magistrados Giovanni Ferrara, Alberto Caperna, Caterina Caputo e Roberto Felici.

Os crimes pelos quais poderia responder o primeiro-ministro são os de ameaça e extorsão -- os mesmos que já haviam sido citados pela Procuradoria de Trani, no sul do país, onde o processo foi iniciado. O texto, que possui cerca de mil páginas, foi transferido a Roma ontem por competência territorial.

Em 15 dias, os magistrados da capital deverão decidir se recomendarão ao Tribunal de Ministros -- a quem compete analisar as ações contra as maiores autoridades políticas do país -- o arquivamento do processo ou o aprofundamento do caso, com a execução de medidas de investigação.

Após o envio, o tribunal terá 90 dias para devolver o texto à procuradoria -- exceto se interferir no arquivamento -- para os procedimentos finais. À luz das atividades desenvolvidas pela corte, isto poderia compreender o arquivamento ou reenvio do investigado a apreciação.

O ministro do Interior da Itália, Roberto Maroni, comentou hoje em entrevista à imprensa do país que o crime de extorsão do qual Berlusconi é suspeito é "sério".

"Gostaria que depois, se descobrirem que não há nada, que o magistrado agiu levianamente, arriscando derrubar o governo, que ele sofra as consequências, mas isso nunca acontece", declarou.

"Há quem erre e arruíne a vida das pessoas e depois não paga nunca pelo que fez. É uma situação que deve ser corrigida", acrescentou o ministro.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -1,03
    3,146
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    1,09
    68.714,66
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host