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25/03/2010 - 16h44

Uribe denuncia aliança entre criminosos e militares e admite casos de 'falsos positivos'

ANSA
BOGOTÁ, 25 MAR (ANSA) - O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, denunciou hoje uma suposta aliança entre narcotraficantes e oficiais do Exército pertencentes a uma brigada de Ocaña, cidade do nordeste do país que fica perto da fronteira com a Venezuela.

"Em 2006 e 2007, grupos do narcotráfico da região de Ocaña se infiltraram na brigada e conseguiram alianças para poder avançar no negócio ilícito da coca", disse o mandatário.

Além disso, prosseguiu, "para aparentar que eles [os militares] perseguiam os narcotraficantes, assassinaram pessoas inocentes".

Desta forma, Uribe reconheceu neste caso a existência dos chamados "falsos positivos", pessoas executadas por oficiais mas cujos dados são reportados como baixas ocorridas em combate.

Uribe disse que a denúncia foi feita por uma testemunha com a qual se reuniu hoje em um escritório da ONU em Bogotá.

"Na manhã de hoje fui à sede das Nações Unidas em Bogotá. Acompanharam-me o senhor ministro da Defesa, Gabriel Silva, e o senhor diretor de Direitos Humanos da Vice-Presidência da República, Carlos Franco", relatou.

"Na presença do doutor Cristian Salazar, delegado do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, e de outros funcionários da entidade, ouvimos o testemunho do caso dos falsos positivos", afirmou o mandatário.

Uribe ressaltou que, conforme a Constituição nacional, tais fatos deverão ser levados ao conhecimento da Procuradoria, o que ele próprio fará.

As denúncias sobre execuções extrajudiciais realizadas por militares vieram à tona no fim de 2008. Vários oficiais já foram afastados de suas funções e presos.

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