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26/03/2010 - 17h02

Chile: Terremoto causou mais de 8 mil demissões e prejuízos bilionários a seguradoras

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 26 MAR (ANSA) - O governo chileno informou hoje que nas últimas semanas mais de oito mil trabalhadores foram demitidos por "razões de força maior", em consequência do terremoto que abalou o centro-sul do país há cerca de um mês.

Segundo a ministra do Trabalho, Camila Merino, esta pasta recebeu 8.417 notificações de demissões por "força maior", argumento do artigo 159 do Código do Trabalho, que permite o desligamento de trabalhadores por situações de "caso fortuito ou de força maior", sem direito ao pagamento da rescisão.

Contudo, Merino advertiu que as empresas que indevidamente se utilizarem desta alegação "se arriscam a pagar uma indenização adicional de 50%". Sobre os registros das demissões, ela esclareceu que 3.651 foram em Santiago; 3.450 na região de Bío Bío; 540 em Maule e 420 em O'Higgins.

Para reverter tal situação, o ministério pretende dar uma série de bonificações nas regiões mais afetadas. As empresas localizadas nas áreas abaladas que contratarem, por exemplo, receberão um bônus correspondente a 40% do salário mínimo, por quatro meses, além de um prêmio de capacitação por trabalhador, entre outros.

Também hoje, o presidente da Associação de Seguradoras do Chile, Fernando Cámbara, informou que as companhias de seguros deverão pagar entre US$ 5 bilhões e US$ 8 bilhões em apólices.

Cámbara revelou que as companhias recebem mais de cinco mil denúncias diárias e até o momento foram atendidos 135.877 casos. Estima-se que ao término do prazo para declarar a ocorrência de sinistros, 30 de abril, serão mais de 200 mil pedidos, a maioria por moradias destruídas.

De acordo com dados oficiais, pelo menos 500 mil construções foram destruídas parcial ou completamente. Mais de dois milhões de pessoas foram afetadas diretamente pelo abalo sísmico e pelo posterior tsunami.

Até o momento, as administradoras de seguros desembolsaram US$ 18,5 milhões, mas esta cifra deve aumentar rapidamente, já que mais de 65% dos casos ainda estão em avaliação.

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