UOL Notícias Notícias
 

26/03/2010 - 18h56

Na Bolívia, Cristina Kirchner exalta luta por liberdades políticas

ANSA
SUCRE, 26 MAR (ANSA) - A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, exaltou hoje, ao prestar uma homenagem a Juana Azurduy, heroína da independência da América Latina, a luta pela "liberdade de todos os povos" para que possam "eleger democraticamente seus representantes".

"A liberdade é um valor universal pelo qual combateram homens e mulheres, embora estas últimas, como sempre, [estejam] esquecidas", disse a mandatária em um ato realizado na Casa da Liberdade, em Sucre.

Ela ressaltou que Juana Azurduy, "que perdeu seu companheiro e entregou um a um todos os seus cinco filhos, representa milhares e milhares de homens e mulheres anônimos sem os quais seria impossível [alcançar] a liberdade".

Cristina também nomeou a heroína general do Exército argentino post mortem (expressão em latim usada para se referir ao reconhecimento do trabalho de alguém que já morreu).

Para a presidente, trata-se de um gesto de "muita honra e glória para nossos povos, mas sobretudo para uma história que sempre foi escondida de nós".

Ao som da música "Juana Azurduy", que ficou famosa em uma versão cantada por Mercedes Sosa, ambos os mandatários depositaram a espada do general do Exército argentino ao pé da urna que contém os restos da heroína e que estava coberta pelas bandeiras de Bolívia e Argentina.

Juana Azurduy era membro da guerrilha Republiqueta de La Laguna, liderada por seu marido Manuel Ascencio Padilla. Com a morte do companheiro, foi ela quem assumiu o comando do grupo na luta pela independência contra os espanhóis.

Evo Morales, por sua vez, entregou à colega a condecoração "Cóndor de los Andes". Em seguida, os dois assinaram um acordo para declarar 12 de julho "Dia da Confraternização Bolívia-Argentina".

O chefe de Estado boliviano ressaltou que "a luta de nossos antepassados não foi em vão" e deverá continuar para livrar a região da ingerência externa. "Depois da libertação, o grande sentimento de nossos povos é pela igualdade e dignidade", disse.

"Quem dera agora houvesse uma Juana Azurduy que não levantasse as armas, mas nos ajudasse a conscientizar nossos povos para acabar com o colonialismo interno e externo", afirmou Morales.

Cristina faz sua primeira visita oficial à Bolívia, que tem ainda como objetivo discutir a construção de um gasoduto que ligará os dois países e levará o nome de Juana Azurduy.

Os investimentos para a obra são calculados em US$ 40 milhões e seriam feitos pela estatal Yacimientos Petroliferos Fiscales Bolivianos (YPFB).

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    15h59

    -0,82
    3,256
    Outras moedas
  • Bovespa

    16h06

    1,42
    64.123,60
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host