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28/03/2010 - 08h47

Bento XVI volta a pedir paz na Terra Santa e invoca jovens a seguirem caminho de Jesus

ANSA
CIDADE DO VATICANO, 28 MAR (ANSA) - O papa Bento XVI expressou sua dor pelas recentes tensões entre israelenses e palestinos em Jerusalém e lançou um apelo para que os "responsáveis" pelo destino da cidade "tomem com coragem o caminho da paz e o sigam com perseverança".

O Pontífice falou durante o Angelus que se seguiu à Missa do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor e à tradicional procissão. A solenidade marca o início das celebrações da Semana Santa e reuniu dezenas de milhares de pessoas na Praça de São Pedro.

"Neste momento, o nosso pensamento e o nosso coração se dirigem de modo particular a Jerusalém, onde o mistério pascal aconteceu", afirmou ele, lembrando que a data de hoje recorda a chegada de Jesus a este local.

"Estou profundamente entristecido pelos recentes combates e tensões verificadas ainda uma vez naquela cidade, que é pátria espiritual de cristãos, judeus e muçulmanos, profecia e promessa da universal reconciliação que Deus deseja para toda a família humana", continuou o chefe máximo da Igreja Católica.

"A paz é um dom que Deus confia à responsabilidade humana, a fim de que a cultive através do diálogo e do respeito dos direitos de todos, da reconciliação e do perdão", completou o Papa, exortando os fieis a rezarem para que as autoridades favoreçam a busca pela resolução dos conflitos.

Nos últimos dias, durante uma recente ofensiva do Exérico israelense na Faixa de Gaza, quatro palestinos e dois solados do país judeu foram mortos.

Ainda durante a homilia, Bento XVI encorajou os cristãos a permanecerem em seu país de origem e citou sua própria viagem a Jordânia, Israel e territórios palestinos, realizada em maio do ano passado.

"Quando vamos à Terra Santa como peregrinos, vamos mais como mensageiros da paz, com a oração pela paz; com o convite a todos de fazer daquele lugar, que traz no nome a palavra 'paz', todo o possível para que se torne verdadeiramente um lugar de paz", explicou.

"Assim esta peregrinação é ao mesmo tempo um encorajamento para que os cristãos permaneçam no país de sua origem e se empenhem intensamente ali", completou o Papa.

Durante a missa de hoje -- celebrada junto ao Dia Mundial da Juventude -- as intenções lidas pelos fieis incluíram orações "pelos jovens e por aqueles que trabalham para educá-los e protegê-los, a fim de que possam crescer em generosidade no seu serviço a Deus e à sociedade".

Em meio às polêmicas que envolvem denúncias de pedofilia contra membros da Igreja Católica em vários países, Bento XVI exortou os jovens a seguirem o caminho de Jesus, a não temer incompreensões e ofensas e a servir em particular às pessoas mais frágeis e em desvantagem.

O Pontífice lembrou que há 25 anos seu predecessor, João Paulo II, instituiu a Jornada Mundial da Juventude, que se celebra a nível diocesano no Domingo de Ramos e a nível internacional a cada dois ou três anos.

"Hoje renovo o apelo à nova geração, a dar testemunho com a força suave e luminosa da verdade, para que aos homens e às mulheres do terceiro milênio não falte o modelo mais autêntico: Jesus Cristo", apontou o chefe de Estado do Vaticano.

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